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Logística Reversa: O que é, pensamos em que.

Quando falamos em logística imaginamos um fluxo de produtos, desde o momento em que é gerada a necessidade de atendimento de um produto até sua entrega ao cliente que estará aguardando a sua chegada. Mas é importante ressaltar que existe um fluxo reverso, do ponto de consumo até o ponto onde este produto teve seu início de produção. Este fluxo reverso precisa ser gerenciado para obtenção de ganhos expressivos nos negócios.

Ainda falamos poucos sobre logística reversa, porém este assunto está se tornando cada vez mais comum em boa parte das empresas. Podemos usar como exemplo as empresas de gás de cozinha, que necessitam do botijão vazio para fazer o reabastecimento. Os clientes que necessitam comprar um novo botijão abastecido tem que entregar o vazio, pagando somente o valor do gás. Nas grandes cidades as empresas que vendem água em galões de 20 litros adotam o mesmo critério.

Ouvimos muito nos dias de hoje a palavra reciclagem, o Brasil é o segundo maior em reciclagem de latas de alumínio. É notável no seu grande aproveitamento de matéria-prima reciclada, tendo desenvolvido meios inovadores na coleta de latas descartadas. Com o índice de 96,2% na reciclagem de latas de alumínio para bebidas em 2005, o país se manteve pelo quinto ano consecutivo na liderança do ranking mundial dessa atividade. Segundo dados divulgados pela Abralatas e pela ABAL ( Associação Brasileira do Alumínio ), o Brasil atingiu a marca de 127,6 mil toneladas de latas de alumínio recicladas em 2005. São aproximadamente 9,4 bilhões de latas no ano ou 2,6 milhões de latas recicladas diariamente. Este número expressivo é proveniente da necessidade que muitas pessoas tem, fazendo da reciclagem uma fonte de renda familiar.

Para Stock 1998 “Logística reversa se refere ao papel da logística no retorno de produtos, redução da fonte, reciclagem, substituição de materiais, reuso de materiais, disposição dos resíduos, disposição de resíduos, reforma, reparação e remanufatura…”

Na da indústria onde o processo de gerenciamento da logística reversa é mais recente, destacamos as indústrias de eletrônicos, cosméticos, varejo e automobilística, que conseguem ganhos expressivos evitando desperdícios. Estes setores também têm que lidar com o fluxo de retorno de embalagens e produtos, de devoluções de clientes ou do reaproveitamento de materiais para produção.

Com a preocupação em preservar o meio ambiente, existe uma clara tendência de que a legislação ambiental caminhe no sentido de tornar as empresas cada vez mais responsáveis pelo ciclo de vida de seus produtos. Isto significa ser legalmente responsável pelo seu destino após a entrega dos produtos aos clientes e do impacto que estes produzem no meio ambiente.

Os fornecedores acreditam que os clientes valorizam as empresas que possuem políticas mais liberais de retorno de produtos. Esta é uma vantagem percebida onde os fornecedores ou varejistas assumem os riscos pela existência de produtos danificados. Isto envolve, é claro, uma estrutura para recebimento, classificação e expedição de produtos retornados.

Além disto, os esforços em desenvolvimento e melhorias nos processos de logística reversa podem produzir também retornos consideráveis, que justificam os investimentos realizados.

Por traz do conceito de logística reversa está um conceito mais amplo que é o do “ciclo de vida”. A vida de um produto, do ponto de vista logístico, não termina com sua entrega ao cliente. Produtos se tornam obsoletos, danificados, ou não funcionam e deve retornar ao seu ponto de origem para serem adequadamente descartados, reparados ou reaproveitados.

Do ponto de vista financeiro, fica evidente que além dos custos de compra de matéria-prima, de produção, de armazenagem e estocagem, o ciclo de vida de um produto inclui também outros custos que estão relacionados a todo o gerenciamento do seu fluxo reverso. Do ponto de vista ambiental, esta é uma forma de avaliar qual o impacto que um produto sobre o meio ambiente durante toda a sua vida. Esta abordagem sistêmica é fundamental para planejar a utilização dos recursos logísticos de forma contemplar todas as etapas do ciclo de vida dos produtos.

Por:

Ewerton Ribeiro de Jesus, aluno do curso Sup. Téc. Logística 2º Semestre. UMC
Thalison Zaghi Chagas, aluno do curso Sup. Téc. Logística 2º Semestre. UMC
José Valdinar Bezerra, aluno do curso Sup. Téc. Logística 2º Semestre. UMC

Fonte: Administradores.com

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Adidas lança o programa Pegada Sustentável

 

Basta o usuário entregar o calçado sem condições de uso, de qualquer marca, nas lojas adidas.   Imagem: Divulgação

adidas lançou na última terça-feira (24) o Pegada Sustentável, programa voluntário de logística reversa que tem como intuito minimizar os impactos ambientais causados pelo descarte inadequado dos calçados esportivos. Além disso, visa sensibilizar e engajar os usuários na prática do descarte consciente e disseminar os princípios da Política Nacional de Resíduos Sólidos.

“Com o programa Pegada Sustentável a adidas do Brasil engloba mais uma parte da sua cadeia de valor com ações sustentáveis, ou seja, a destinação dos nossos produtos ao fim do seu ciclo de vida. E não vamos parar por aí, estamos desenvolvendo um programa mais abrangente visando a Copa 2014. Mais do que um compromisso de desenvolvimento sustentável, temos aqui uma iniciativa de cidadania corporativa”, afirma Fernando Basualdo, Diretor Geral da adidas Brasil.

Para participar do programa Pegada Sustentável e garantir o descarte adequado de seu calçado, basta o usuário entregar o calçado sem condições de uso, de qualquer marca, nas lojas adidas. O cliente deverá assinar um termo de doação do calçado para reciclagem e receberá um brinde especial da adidas. Em São Paulo, nos três primeiros meses, será um ingresso para visitar o Museu do Futebol (Pacaembu- SP)

Todos os produtos entregues para reciclagem serão encaminhados para a empresa de logística reversa e gestão ambiental parceira no projeto, a RCRambiental, que irá receber os produtos, descaracterizá-los e os transportará até seu destino final – plantas de blendagem de resíduos, onde os calçados serão transformados em combustível para alimentar fornos de cimento, possibilitando o reaproveitamento integral como fonte energética. Todo o processo seguirá rigorosamente as normas da legislação ambiental vigente no Brasil.

Inicialmente, o descarte será realizado nas sete lojas e 11 outlets da adidas na grande São Paulo e capital. A partir de março o programa será ampliado para o restante do País. “Essa ação é parte do compromisso da adidas em dar continuidade aos programas globais e criar uma plataforma brasileira de sustentabilidade”, reforça Basualdo.

Fonte: http://www.ciclovivo.com.br

Logística reversa: regras vão definir descarte e reciclagem

O Ministério do Meio Ambiente e representantes do setor empresarial e da sociedade civil retomaram  dia 05/05/2011, o debate a respeito das regras que deverão nortear o descarte e a reutilização de resíduos industriais. Inicialmente, serão definidas normas para coleta, separação e reaproveitamento ou destinação adequada de cinco grupos de produtos: eletroeletrônicos, remédios, lâmpadas fluorescentes, embalagens em geral e recipientes e sobras de óleo lubrificantes.

A expectativa do ministério é que as regras para o descarte desses materiais esteja em vigor já no segundo semestre de 2012. A partir daí, o cidadão terá informações claras sobre como e onde depositar os resíduo e os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes terão que observar normais mais rígidas de destinação adequada do lixo industrial.

Segundo o diretor de Resíduos Sólidos do Ministério do Meio Ambiente, Silvano Silvério da Costa, além de contribuir para a preservação ambiental, a implementação das novas regras vai impulsionar a reciclagem no país, gerando novas oportunidades de desenvolvimento econômico e social. “Hoje, o país recicla cerca de 13% dos resíduos, quando poderia reciclar 30%. Um estudo do ministério mostra que o país, anualmente, deixa de economizar R$ 8 bilhões por não aproveitar todo o potencial de reciclagem das cadeias de vidro, plástico, papel, metais e alumínio”, disse Costa à Agência Brasil.

Entre os especialistas, o recolhimento e o tratamento apropriados dos produtos já consumidos ou dos resíduos decorrentes de seu uso são chamados de logística reversa, importante instrumento da Política Nacional de Resíduos Sólidos, aprovada pelo Congresso Nacional no ano passado e que, entre outros aspectos, unifica as leis existentes sobre destinação do lixo.

Apesar de pouco conhecido da população em geral, o conceito de logística reversa já é uma prática bem-sucedida em vários setores. Caso, por exemplo, de acordo com o próprio ministério, das embalagens vazias de agrotóxicos. Segundo o Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inPEV), mais de 8 mil toneladas de embalagens vazias de defensivos agrícolas foram entregues para o descarte ambientalmente correto nos três primeiros meses deste ano, resultado 17% melhor que o do mesmo período do ano passado.

De acordo com Costa, as novas regras serão discutidas pelos integrantes dos cinco grupos de trabalho compostos por representantes do setor produtivo e da sociedade civil. Na primeira etapa, os grupos de trabalho definirão o modelo, determinando, por exemplo, como o processo será custeado. Depois, será feito um estudo de viabilidade técnica e econômica para as cadeias e definidos eventuais subsídios para a convocação, pelo governo, de um acordo setorial.

Segundo Costa, os acordos terão o valor de um contrato firmado pelo Poder Público com toda a cadeia de um dos cinco setores. “Há ainda a possibilidade de o governo editar, se julgar pertinente, decretos que regulamentem a atividade”.

Fonte: Agência Brasil

Comitê tem quatro meses para definir critérios da logística reversa para o lixo eletrônico

Nos próximos quatro meses, o Comitê Orientador da Logística Reversa, empossado no último dia (17/2, vai definir os critérios de viabilidade técnica e econômica da logística reversa. Vai também deliberar sobre a realização de uma consulta pública sobre a proposta de implementação desses sistemas.

Na opinião da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, o comitê é o instrumento mais importante e estratégico para fazer valer a implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) aprovada em 2010. Segundo ela, é o órgão que definirá, de fato, como se dará a logística reversa em nosso País.”Estamos começando a resolver o maior problema ambiental do País que é o lixo”, disse.

A lei determina que as empresas são responsáveis pelos resíduos que gera. Mas a ministra, que também preside do Comitê, entende que a questão dos resíduos sólidos não depende só do setor produtivo. Envolve o Governo e a sociedade e pressupõe mudança de comportamento. “Temos de investigar quais são os requisitos para que a lei seja de fato operacional. Já temos, por exemplo, empresas recolhendo voluntariamente o lixo eletroeletrônico, mas isso ainda não acontece em todo País”, disse.

Além do MMA, o Comitê Orientador é composto pelos ministros da Saúde; do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa); e da Fazenda.

De acordo com a regulamentação da PNRS, a logística reversa tem por objetivo a implementação da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos. A lei estabelece a obrigatoriedade de estruturação e implementação de sistema para as cadeias produtivas de agrotóxicos (seus resíduos e embalagem); pilhas e baterias; pneus; óleos lubrificantes (seus resíduos e embalagens); lâmpadas fluorescentes (de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista); e produtos eletroeletrônicos e seus componentes.

Descarte adequado

A ministra lembrou que uma pesquisa realizada no Brasil mostrou que 17% da população brasileira ainda guarda lixo eletroeletrônico em casa. Izabella disse não ser mais aceitável que em nossas cidades e também no campo ainda seja feito o descarte inadequado de embalagens de agrotóxicos. “Estamos evoluindo. Isso é sustentabilidade no dia-a-dia. Isso é mudança de comportamento”.

Os sistemas de logística reversa serão implementados por meio de acordos setoriais, regulamentos expedidos pelo Poder Público ou Termos de Compromisso. Comitê Orientador será assessorado por grupo técnico.

Fonte: idgnow.uol.com.br

 

Onde descartar sobras de material de construção?

A resolução 307 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), de 2002, estipulou que cabe aos municípios elaborar um plano de gerenciamento dos resíduos gerados pela construção civil e demolição. Em muitas cidades, as prefeituras criaram programas para a coleta de entulhos de pequenos geradores.

É o caso dos Ecopontos, que têm 33 endereços em São Paulo e recebem até 1 m3 de entulho, o equivalente a um quinto do volume de uma caçamba, por habitante por dia.

A pessoa precisa ir até os pontos para deixar o material. O mesmo vale para as 29 Unidades de Recebimento de Pequenos Volumes, de Belo Horizonte. Essas unidades aceitam até 2 m3 de entulho diariamente por obra. Para maiores quantias, o gerador deve se informar no departamento de limpeza da cidade sobre os serviços de caçamba autorizados pela prefeitura. O entulho é o maior tipo de resíduo sólido gerado no Brasil e equivale a 50% do total – são 65 milhões de toneladas por ano. Apenas 10% desse resíduo é reciclado.

Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br

Barcelona usa sistema subterrâneo para descartar lixo

Lixo amontoado, jogado no chão e espalhado pelas ruas. Não, essa não é a realidade de pelo menos 50 cidades européias que já descobriram um jeito de varrer o lixo para debaixo da terra – tudo de forma ecologicamente correta. Em vez de latas, que dependem de coleta periódica, bocas de lixo. Através das escotilhas, os cidadãos jogam os sacos. A partir daí, começa um show de tecnologia.

Todas as bocas de lixo são conectadas a um gigantesco sistema de tubulação enterrado a, pelo menos, cinco metros da superfície. Trata-se de um grande sugador, que aspira o lixo de hora em hora, dia e noite, o ano inteiro.

Os sacos chegam a ”viajar” a 70 quilômetros por hora embaixo da terra. O destino final é um centro de coleta, geralmente instalado na periferia da cidade. O lixo entra diretamente em um container, que depois de cheio é transportado para uma usina de triagem, ainda mais afastada da cidade. Plásticos, latas e papel são reciclados. O lixo orgânico vira combustível para mover turbinas que produzem eletricidade.

A ideia nasceu na Vila Olímpica de Barcelona, construída especialmente para os Jogos de 1992. Parecia impossível unir lixo com limpeza e higiene. Mas deu tão certo que virou exemplo para a cidade inteira. O sistema acaba com a sujeira nas ruas, com as latas de lixo e, principalmente, com a coleta – um método que geralmente custa caro e polui o meio ambiente. Pelo menos 160 caminhões de lixo deixaram de circular diariamente pelas ruas da cidade.

Um barbeiro, que sempre viveu em Barcelona, é um dos maiores defensores do sistema.
“Não tem mau cheiro, não tem o barulho insuportável dos caminhões de lixo, é tudo limpinho”, ele observa. “É uma questão de inteligência e conscientização”.

Nos últimos 18 anos, a prefeitura de Barcelona vem investindo sistematicamente na instalação dos tubos.

“É como o fornecimento de água, gás ou energia elétrica. A tubulação é enterrada embaixo do pavimento das ruas”, explica o representante da companhia que criou o sistema. E o custo com o tempo se dilui e acaba sendo igual ou até menor do que o método tradicional de coleta.

Em Barcelona, os prédios de apartamentos construídos nas últimas duas décadas já têm o sistema instalado internamente. Os moradores nem precisam mais descer com os sacos até a rua: 70% do lixo na capital da Catalunha já são recolhidos assim. E, em cinco anos, Barcelona inteira não terá mais nenhum caminhão de coleta de lixo circulando pela cidade. Solução subterrânea que ninguém vê, mas com vantagens que, com certeza, todo mundo sente.

FONTE: http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2010/05/barcelona-usa-sistema-subterraneo-para-descartar-lixo.html

Governo faz acordo com indústrias para a reciclagem de eletrodomésticos

O Brasil deu um passo importante, nesta segunda – 10/05/2010, para a reciclagem de eletrodomésticos e a preservação do meio ambiente.

O que era alta tecnologia, anos atrás, volta a ser matéria-prima. Plásticos, metais, todos a caminho da reciclagem, que ainda atinge uma parcela muito pequena dos eletroeletrônicos, no Brasil. Grande parte do material descartado vai mesmo é parar nos lixões, nos aterros sanitários. Um risco para o meio ambiente pela possibilidade de contaminação do solo.

“A gente recebe várias ligações diariamente de pessoas querendo descartar desde uma televisão até, simplesmente um mouse”, contou a diretora comercial Priscila de Almeida Santos.

Um relatório da ONU divulgado este ano classificou o Brasil como o maior produtor de lixo eletrônico entre os países emergentes. A média seria de meio quilo por habitante a cada ano, contra 230 gramas dos chineses e 100 gramas dos indianos.

O governo e as indústrias brasileiras agora querem ter uma avaliação mais correta do tamanho desse problema.

No acordo assinado nesta segunda 10/05/2010, com o Ministério do Meio Ambiente, empresas envolvidas com a reciclagem se comprometem a fazer esse inventário e a assumir a responsabilidade pela destinação correta de seus produtos usados.

“Esperamos até o final do ano a gente tenha essa visão crítica e possamos estar reorientando, consolidando novas políticas públicas pra lidar com esse problema”, declarou Izabella Teixeira, ministra do Meio Ambiente.

O grupo está criando uma página na internet, indicando ao consumidor quais empresas têm políticas para reciclagem de lixo eletrônico.

Também está para ser aprovada pelo Congresso Nacional uma lei que obriga as empresas a ter políticas próprias para esses resíduos.

“A lei é fundamental porque estabelece a responsabilidade de pós-consumo de cada empresa. E como cada um desses entes da cadeia produtiva vão ter que atuar pra questão da reciclagem”, disse o empresário Victor Bika Neto.

FONTE:  http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2010/05/governo-faz-acordo-com-industrias-para-reciclagem-de-eletrodomesticos.html

USP começa a receber lixo eletrônico para projeto de reciclagem

A partir desta quinta-feira (1º) os paulistanos terão uma nova alternativa para se livrar daquele computador antigo, da impressora quebrada, do teclado sem teclas e do velho mouse de bolinha. Isso porque a véspera do feriado de Páscoa marca a abertura do projeto de reciclagem de eletrônicos da USP para o público em geral. A iniciativa do Cedir (Centro de Descarte e Reuso de Resíduos de Informática) tem como principal diferencial o desmonte, separação e reaproveitamento de todas as peças de eletrônicos – dessa forma, é possível montar novas máquinas e também conseguir um valor mais alto pelas peças descartadas.

O centro, que coleta desde dezembro lixo eletrônico da própria Universidade de São Paulo, não aceitará equipamentos de empresa: a nova fase do projeto visa atingir os usuários domésticos. Antes de ir até o local, é necessário agendar uma visita — (11) 3091-6455 e (11) 3091-6454 — e aconselha-se também dar uma olhada no mapa do Cedir, que pode ser um destino de difícil para os doadores de primeira viagem.

No local, que conta com cinco funcionários e teve investimento inicial de R$ 250 mil, três técnicos trabalham para desmontar toneladas de equipamentos. Essas peças — desde cobiçadas placas com fios de ouro até parafusos — serão utilizadas em computadores remanufaturados para inclusão digital ou vendidas para empresas de reciclagem de materiais específicos. A expectativa inicial é receber de 500 a 600 máquinas por mês, e o dinheiro arrecadado com a venda das peças será usado para a manutenção do próprio Cedir.

A base de todo o processo do trabalho do Cedir é a triagem minuciosa daquilo que ainda funciona, além da separação de diferentes tipos de cabos, plásticos e metais, entre outros elementos que compõem um computador. As placas, por exemplo, têm diferentes quantidades de metais (alguns deles preciosos), o que torna seu valor de mercado variável. Já os cabos podem conter cobre, zinco, alumínio e até vidro, dependendo da função para a qual foram fabricados.

5 toneladas, R$ 1.200
A ideia da criação do centro de descarte surgiu depois que funcionários do Centro de Computação Eletrônica (CCE) da USP fizeram a coleta do lixo eletrônico existente dentro do próprio CCE, em meados de 2008. Na ocasião, os cerca de 200 funcionários do centro também levaram equipamentos de suas casas, e o resultado foram 5 toneladas de produtos descartados.

Quando ofereceram esse lixo para empresas de reciclagem, eles se assustaram ao descobrir a quantia paga por todo o montante: apenas R$ 1.200.

“Percebemos que havia algo errado nesse mercado e, em janeiro de 2009, cinco pesquisadores do MIT [Massachusetts Institute of Technology] vieram ao Brasil para nos ajudar a identificar o problema”, contou ao UOL Tecnologia Tereza Cristina Carvalho, diretora do CCE. “A questão é que as empresas de reciclagem trabalham com um único tipo de material. Se o foco dessa organização for metais preciosos, por exemplo, ela não vai se interessar em pagar por todo o plástico dos computadores descartados”, explicou.

Foi então que se pensou em montar um centro que separasse os componentes, para que eles fossem reutilizados e vendidos de forma independente. Tereza afirma que um computador desmontado pode valer de R$ 24 a R$ 40 (contra R$ 1,2 mil de 5 toneladas de equipamentos que não estavam adequadamente separados). Completo, cada PC pesa cerca de 10 kg.

Ouro para o Brasil
Um estudo divulgado recentemente pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) indica que, a cada ano, um único brasileiro descarta em média 0,5 kg de lixo eletrônico referente a computadores pessoais. Isso coloca o país como líder na lista de descarte de PCs — nem sempre feito de forma correta — entre nações emergentes.

Ainda de acordo com o relatório, que considera 11 países emergentes “representativos”, o Brasil também é um grande produtor de lixo eletrônico no descarte de aparelhos de TV (0,7 kg por pessoa ao ano, contra 0,9 kg do “líder” México) e de geladeira (0,4 kg per capta ao ano). A ONU agrupa o Brasil junto com África do Sul, Marrocos, Colômbia e México: países que contam com um setor de reciclagem formal, mas que também apresentam uma informalidade de pequena ou média escala nessa área.

Considerando o lixo eletrônico de uma forma geral, os Estados Unidos lideram a produção com 3 milhões de toneladas por ano, seguido pela China, com 2,3 milhões de toneladas ao ano. E, apesar de ter proibido a importação do chamado e-waste, o país oriental continua despejando esses produtos em países em desenvolvimento.

De acordo com a Organização das Nações Unidas, o problema do lixo eletrônico já soma 40 milhões de toneladas por ano e a fabricação de telefones celulares e computadores pessoais consomem 3% de todo o ouro e prata extraídos em todo o mundo anualmente.

Fonte:  JULIANA CARPANEZ – Do  UOL Tecnologia – http://tecnologia.uol.com.br/ultimas-noticias/redacao/2010/04/01/usp.jhtm

Veja onde descartar todo o seu lixo eletrônico

Quem não precisa jogar fora pilhas, baterias, celulares ou CDs velhos ou danificados? Chamado de lixo eletrônico, ou e-lixo, esse material tem destino certo e não pode ser misturado com os detritos comuns.

Mais de 200 pontos de coleta estão espalhados pela capital. Para encontrar o local mais próximo de sua casa, basta acessar o site http://www.e-lixo.org/, digitar o CEP e o número do imóvel, definir o tipo de e-lixo que se deseja descartar e clicar em “Busca”.

A página –fruto de uma parceria entre a Secretaria do Meio Ambiente do Estado e o Instituto Sergio Motta– tem como base o sistema de dados do “Google Maps” e está no ar oficialmente desde a última terça-feira.

Os postos de coleta cadastrados no site encaminham os equipamentos para empresas especializadas em reciclagem de eletrônicos.

Novos pontos, inclusive fora da capital, também podem ser cadastrados no site, por meio do menu “Participe” ou ainda pelo e-mail info@e-lixo.org.

Após recebimento da mensagem, uma equipe do site entrará em contato para confirmar as informações cadastradas e, assim, divulgar o novo endereço aos usuários do serviço.

Os criadores do portal afirmam que pretendem expandir o serviço para o Estado e, em seguida, para o país.

Conscientização
Nos primeiros dias de funcionamento do e-lixo.org, foram cerca de 1.300 acessos diários. O objetivo desse novo serviço, segundo a coordenadora de projetos do Instituto Sergio Motta, Camila Duprat Martins, é incentivar o descarte correto desse material e diminuir o impacto ambiental.

“Acredito que a população esteja mais consciente, só que ainda é preciso melhorar. Os e-lixos são formados por componentes químicos, por isso, podem trazer risco à saúde se não forem descartados corretamente”, explica.

Quando os lixos eletrônicos não têm a destinação adequada, vão parar em aterros comuns e podem contaminar o solo e as águas.

Caso a água venha a ser utilizada na irrigação, criação de gado ou mesmo no abastecimento público, o ser humano pode ser afetado.

Altamente tóxicos, alguns elementos como níquel e cádmio podem provocar doenças como o câncer. Já o mercúrio, presente nas lâmpadas fluorescentes, causa lesões no cérebro.

FONTE:  Vanessa Fajardo do Agora – http://www.agora.uol.com.br/dicas/ult10107u703340.shtml

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