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Como é importante a utilização da logistica reversa nos dias atuais

O ciclo dos produtos na cadeia comercial não termina quando, após serem usados pelos consumidores, são descartados. Há muito se fala em reciclagem e reaproveitamento dos materiais utilizados. Esta questão se tornou foco no meio empresarial, e vários fatores cada vez mais as destacam, estimulando a responsabilidade da empresa sobre o fim da vida de seu produto.

Numa visão ecológica, as empresas pensam com seriedade em um cliente preocupado com seus descartes, sendo estes sempre vistos como uma agressão à natureza. Desta forma surge uma Logística Verde baseada nos conceitos da Logística Reversa do Pós-consumo.

Numa visão estratégica, a preocupação fica por conta do aumento da confiança do cliente, com políticas de Logística Reversa do Pós-venda ou Administração de Devoluções. Desta forma a empresa se responsabiliza pela troca imediata do produto, logo após a venda.

Outro foco dado à logística reversa é o reaproveitamento e remoção de refugo, feito logo após o processo produtivo. O ciclo dos produtos na cadeia comercial não termina quando, após serem usados pelos consumidores, são descartados. Há muito se fala em reciclagem e reaproveitamento dos materiais utilizados. Esta questão se tornou foco no meio empresarial, e vários fatores cada vez mais as destacam, estimulando a responsabilidade da empresa sobre o fim da vida de seu produto.

Numa visão ecológica, as empresas pensam com seriedade em um cliente preocupado com seus descartes, sendo estes sempre vistos como uma agressão à natureza. Desta forma surge uma Logística Verde baseada nos conceitos da Logística Reversa do Pós-consumo.

Numa visão estratégica, a preocupação fica por conta do aumento da confiança do cliente, com políticas de Logística Reversa do Pós-venda ou Administração de Devoluções. Desta forma a empresa se responsabiliza pele troca imediata do produto, logo após a venda.

Outro foco dado à logística reversa é o reaproveitamento e remoção de refugo, feito logo após o processo produtivo.

Logística Reversa pode ser classificada como sendo apenas uma versão contrária da Logística como a conhecemos. O fato é que um planejamento reverso utiliza os mesmos processos que um planejamento convencional. Ambos tratam de nível de serviço, armazenagem, transporte, nível de estoque, fluxo de materiais e sistema de informação. No entanto a Logística Reversa deve ser vista como um novo recurso para a lucratividade.

Principais razões que levam as empresas a atuarem em Logística Reversa

1) Legislação Ambiental que força as empresas a retornarem seus produtos e cuidar do tratamento necessário;

2) Benefícios econômicos do uso de produtos que retornam ao processo de produção, ao invés dos altos custos do correto descarte do lixo;

3) A crescente conscientização ambiental dos consumidores;

4) Razões competitivas – Diferenciação por serviço;

5) Limpeza do canal de distribuição;

6) Proteção de Margem de Lucro;

7) Recaptura de valor e recuperação de ativos.

Logística pós-consumo:

É de preocupação com o meio-ambiente, pois ele tem consciência dos danos que dejetos podem causar em um futuro próximo. A falta de aterros sanitários e o constante aumento de emissões de poluentes, inclusive nos países mais desenvolvidos, gera polemicas discussões em âmbito mundial. Esta preocupação se reflete nas empresas e industrias, que são responsabilizadas pelo aumento destes resíduos. E é pensando, nestes fatores que surgem políticas de processos que contribuam para um desenvolvimento sustentável. A Logística Reversa de pós-consumo vem trazendo o conceito de se administrar não somente a entrega do produto ao cliente, mas também o seu retorno, direcionando-o para ser descartado ou reutilizado.

Logística pós-venda:

O ciclo de vida do produto não termina mais ao chegar no consumidor final. Parte dos produtos necessita retornar aos fornecedores por razões comerciais, garantias dadas pelos fabricantes, erros no processamento de pedidos e falhas de funcionamento.

Tem-se um Código do Consumidor bastante rigoroso que permite ao consumidor desistir e retornar sua compra num prazo de sete dias. Várias empresas, por razões competitivas, estão adotando políticas mais liberais de devolução de produtos.

Empresas que não possuem um fluxo logístico reverso perdem clientes por não possuírem uma solução eficiente para lidar com pedidos de devolução e substituição de produtos. A ação de preparar a empresa para atender estas exigências minimiza futuros desgastes com clientes ou parceiros. A logística reversa de pós-venda segue o propósito da criação deste determinado setor, agregando valor ao produto e garantindo um diferencial competitivo. A confiança entre os dois extremos da cadeia de distribuição pode se tornar o ponto chave para a próxima venda.

Logística Reversa no PRM:

A Logística Reversa entra nas empresas fazendo parte das operações de gerenciamento que compõem o fluxo reverso conhecido por PRM – Product Recovery Management, ou administração da recuperação de produtos. O objetivo do RPM é obter o mais alto nível da recuperação do produto, tanto nas questões ecológica, componentes e materiais. O nível em que estes produtos podem ser recuperados são: nível de produto módulo, partes e material. As principais áreas de atuação do sistema PRM são:

Tecnologia, Marketing, Informação, Organização, Finanças, Logística Reversa e Administração de Operações. À logística cabe o fluxo reverso para a recuperação destes produtos.

Empresas escolhem diferentes opções de recuperação de produtos, portanto o sistema de logística reversa deve ser estabelecido de acordo com as opções de PRM utilizadas. O bom funcionamento da Logística Reversa implica na qualidade do funcionamento do PRM.

O crescimento da posição da Logística Reversa na empresa é recente. A implementação deste sistema reflete em vantagens competitivas para as empresas, ao

nível de menores custos e melhoria de serviço ao consumidor. Uma integração da cadeia de suprimentos também é necessária. O fluxo reverso de produtos deverá ser considerado na coordenação logística entre as empresas. Juntamente às vantagens competitivas está a questão ecológica da Logística Reversa. Quando a empresa investe neste setor ela garante bons resultados para o futuro, tanto para si como para todos.

Material pesquisado:

DAHER, Cecílio E., SILVA, Edwin P. S., FONSECA, Adelaida P..Logística Reversa:

Oportunidade para Redução de Custos Através do Gerenciamento da Cadeia

Integrada de Valor.

ERTHAL, Jacir A..Indicadores para Avaliação Física do Produto. Florianópolis, 2003

Por: Admilson da Silva Natario Junior

Fonte: Administradores.com.br

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Estudo traça viabilidade econômica da logística reversa no descarte de medicamentos

São Paulo – Os resultados parciais do estudo de viabilidade técnica e econômica para a implementação da logística reversa de medicamentos (devolução dos restos de remédios em pontos de coleta para a destinação apropriada), elaborado pelo Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), foram apresentados hoje (22) na capital paulista.

Os dados mostrados durante o seminário “Resíduos de Medicamentos: oportunidades e parceiras”, promovido pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (Abdi), em parceira com a Agência Nacional de Vigilância Santiária (Anvisa), apontam soluções para problemas sociais e ambientais ocasionados pelo descarte incorreto de medicamentos vencidos ou não utilizados.

Segundo Célio Hiratuka, professor da Unicamp responsável pela pesquisa, esses resíduos, quando oriundos de domicílios, são habitualmente despejados na rede de esgoto e no lixo comum. “ Isso causa envenenamento acidental de crianças e adultos, abuso intencional [do uso dos remédios] e contaminação da água”, disse.

A logística reversa, já prevista no Decreto nº 7.404/2010, é uma forma de viabilizar a destinação mais correta aos remédios. O programa sugerido pela Unicamp incluiria a criação de uma entidade gestora nacional, sem fins lucrativos, com o papel de repassar recursos e realizar campanhas publicitárias. A execução do programa, que depende de um conhecimento maior das especificidades regionais brasileiras, ficaria a cargo de operadores regionais.

Segundo Hiratuka, o financiamento desse programa seria feito pela indústria farmacêutica, formada por fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes. A entrega dos restos de medicamentos ocorreria nas farmácias, que funcionariam como pontos de coleta. De lá, os resíduos seguiriam para uma destinação ainda não definida. “Existem três alternativas: a incineração, o aterro industrial e o coprocessamento”, informou o professor.

De acordo com as projeções do estudo, o Brasil precisaria coletar 12,6 mil toneladas de resíduos ao ano, em 42,1 mil farmácias espalhadas pelo país. O programa teria uma estratégia de implementação progressiva, priorizando inicialmente as 285 cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes. Elas representam 52% dos municípios brasileiros e somam 6,7 mil toneladas de medicamentos descartados ao ano. Pela meta da implementação progressiva, as cidades com mais de 100 mil habitantes precisariam chegar a 100% de coleta até 2017.

Hiratuka explicou que os parâmetros foram baseados em experiências internacionais, como da União Europeia, que tem esse sistema desde 2004. Outros países encontraram alternativas diferentes no recolhimento dos restos de remédios, como o envio dos resíduos por correio ou o recolhimento em datas regulares. Porém, na opinião do professor, é preciso que, no Brasil, seja estabelecido um marco regulatório e institucional para a logística reversa de remédios. “O objetivo [do estudo] é balizar a discussão do acordo setorial”, disse Hiratuka.

De acordo com Silvano Silvério da Costa, secretário de Ambiente Urbano da Secretaria de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente, o acordo setorial, que faz parte da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) deverá ser assinado no próximo ano. “A logística reversa deve ser implementada até o final de 2013”, declarou. Ele disse que aprova a proposta apresentada hoje durante o seminário para estabelecer os parâmetros da logística reversa. “Achei adequada para o país e coerente”, definiu o secretário.

Fonte: correiodobrasil.com.br

Reciclagem pode gerar R$ 8 bilhões em ganhos econômicos e ambientais

Estimativas de coleta e destinação de resíduos sólidos urbanos no Brasil indicam que o País jogou no lixo em 2009 o equivalente a R$ 8 bilhões em materiais recicláveis. A estimativa leva em conta que apenas 13% de todo o lixo produzido no País – aproximadamente 56 milhões de toneladas por ano – é separado por coleta seletiva e consegue retornar para o sistema produtivo na forma de matéria-prima reutilizável. Os números fazem parte de um levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisas Econômica Aplicada (Ipea), que avaliou os principais benefícios econômicos e ambientais da reciclagem.

“Os resíduos sólidos não são mais vistos como lixo. Hoje, esses resíduos são um negócio com enorme potencial econômico e de inserção social”, afirma o diretor de Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Sérgio Antônio Gonçalves. O segmento já sinaliza para a criação de uma nova cadeia de produção, principalmente com a presença de pequenas empresas e de microindústrias de reciclagem.

A percepção de que uma mudança de atitude em relação ao lixo poderia render benefícios já existe no País há pelo menos 19 anos, quando começou a tramitar no Congresso o projeto de uma nova Política Nacional de Resíduos Sólidos. Resultado de uma compilação de mais de 140 projetos, a proposta foi finalmente aprovada em março pela Câmara e em julho pelo Senado, vindo a ser sancionada em agosto deste ano na forma da Lei 12.305/10.

A grande conquista foi convencer a indústria e a maioria dos empresários a assumir o compromisso de não somente produzir, mas passar também a se preocupar com o pós-consumo. O recém-aprovado ordenamento jurídico brasileiro impõe obrigações a governos, empresários e cidadãos e abre caminho para a prática da retroalimentação do setor produtivo brasileiro.

Pelo conceito de logística reversa, mecanismo instituído na Lei, fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes estão obrigados por lei a estruturar e pôr em prática sistemas que permitam o retorno dos produtos após o uso pelo consumidor, independentemente dos serviços públicos de limpeza. No caso da ecoeficiência, esses mesmo agentes passam a ter o compromisso de fornecer bens e serviços de qualidade tomando o cuidado de utilizar o mínimo de recursos naturais.

“A lei trouxe inúmero avanços que viabilizam a promoção do desenvolvimento econômico a partir do setor de resíduos sólidos”, afirma o diretor-presidente da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), Carlos Silva. “É certo que o consumidor vai fazer o primeiro juízo de valor e decidir se a embalagem pode ser reciclada ou não. Mas o setor produtivo vai ter que dispor de sistemas de cooperação com o Poder Público para viabilizar todo esse processo”, analisa.

Fonte: Agência Câmara

São Paulo não dá conta do seu lixo reciclável

No sábado (29/5), o jornal Folha de S.Paulo noticiou que a coleta seletiva de lixo na cidade de São Paulo foi reduzida, porque as 17 cooperativas de catadores conveniadas com a prefeitura não tem conseguido separar todo o material recebido. Sem ter onde guardá-lo, as cooperativas nem chegam a descarregar o material dos caminhões especiais. Os resíduos vão parar nos aterros.

As empresas responsáveis pela coleta (de resíduos e de lixo comum) na cidade são duas: a Loga e a EcoUrbis. Em média, elas recolhem 9 mil toneladas por dia de lixo comum e 120 toneladas de lixo reciclável. Este último é coletado em caminhões especiais e entregue às 17 cooperativas conveniadas com a prefeitura. Com o processo de separação mais lento, os caminhões esperam horas para descarregar e, às vezes, precisam retornar lotados às garagens.

De acordo com o Movimento Nacional dos Catadores de Resíduos (MNCR) e com as próprias empresas de coleta, o problema pode ser resolvido com o credenciamento de mais cooperativas. A cidade possui 94 cooperativas, mas apenas 17 são conveniadas, empregando cerca de 1.000 pessoas nas tarefas. É possível, de acordo o MNCR, conveniar todas as 94 cooperativas e elevar para 4.000 o número de cooperados trabalhando na separação dos materiais.

A prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Serviços, afirma que as empresas estão falhando na tarefa de entregar os resíduos às cooperativas. Mas empresas e cooperativas rebatem, alegando que faltam centros de triagem e mão de obra para dar a destinação correta aos resíduos coletados.

Esse problema demonstra que ainda faltam políticas públicas para lidar com a questão do lixo e da coleta seletiva. E que é preciso haver uma mudança de atitude fundamental para se encontrar uma solução. Qual seria essa transformação? Encarar o resíduo como matéria-prima para importantes setores industriais. De certa forma, é isso o que faz o estudo Pagamento por Serviços Ambientais Urbanos para a Gestão de Resíduos Sólidos, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

O documento analisa o montante perdido com a atual prática adotada nacionalmente de simplesmente depositar lixo e resíduos em aterros ou lixões. Se essa prática fosse substituída pela reciclagem, os agentes envolvidos poderiam ganhar até R$ 8 bilhões por ano com vidro, papel, aço, alumínio e plástico. O Ipea lembra que o orçamento do Ministério do Meio Ambiente, que encomendou a pesquisa, foi de um terço dessa quantia. E alerta que o montante pode ser ainda maior se, no cálculo, for incluída a reciclagem de outros materiais, bem como a não contaminação da atmosfera e dos recursos hídricos pelas emissões dos lixões.

Esses números precisam ser calculados porque, ainda de acordo com o estudo do Ipea, por enquanto a coleta seletiva custa mais caro do que a coleta normal. Em doze municípios, o custo médio da coleta de lixo comum sai por R$ 88 a tonelada, enquanto depositar no lixão sai por R$ 22 a tonelada. Já o custo da coleta seletiva sai por R$ 215, cálculo que inclui desde a coleta de porta em porta até a entrega voluntária em postos públicos de recolhimento.

O Brasil produz aproximadamente 240 mil toneladas de lixo por dia, das quais apenas 2,4% têm coleta seletiva, de acordo com o Ipea. E esse pequeno percentual gera um benefício de quase R$ 1,5 bilhão por ano para catadores e, principalmente, para a indústria. Com o uso de matéria-prima reciclada em vez de virgem, a indústria do vidro economiza R$ 18 por tonelada; a siderurgia, R$ 88 por tonelada; a indústria de celulose, R$ 241 por tonelada; a do plástico, R$ 1.167 por tonelada; e a do alumínio, quase R$ 3.000 por tonelada.

O objetivo do estudo é subsidiar a Política Nacional de Pagamentos de Serviços Ambientais Urbanos, que o Ministério do Meio Ambiente quer instituir para garantir às cooperativas de catadores uma renda estável e independente das flutuações do mercado, para que a coleta seletiva não tenha problemas de continuidade.

Por que as empresas responsáveis pela coleta de lixo não assumem de uma vez por todas a coleta seletiva como parte fundamental de sua estratégia e, em parceria com os catadores, não buscam as prefeituras para estruturar a atividade? As empresas que recolhem os desperdícios gerados por uma civilização que está em cheque não deveriam aprofundar a reflexão sobre o próprio negócio? Há dois dilemas, pelo menos, a enfrentar: os custos, cada vez mais altos para os contribuintes, de recolher e depositar lixo em aterro; e os passivos ambientais consequentes dessa atividade. Por meio da coleta seletiva, a empresa não mais recolherá resíduos para depositar num aterro. A empresa construirá uma cadeia com os catadores para recuperar e fornecer matéria-prima para a indústria, preservando recursos naturais, promovendo inclusão social e garantindo ganhos para si, para o mercado e para a própria sociedade.

Por Cristina Spera (Instituto Ethos)

Fonte: http://www1.ethos.org.br/EthosWeb/pt/4050/servicos_do_portal/noticias/itens/sao_paulo_nao_da_conta_do_seu_lixo_reciclavel.aspx

05 de Junho – Dia Nacional da Reciclagem

Em 13 de outubro de 2009, o Diário Oficial da União publicou a lei n° 12.055 que institui o Dia Nacional da Reciclagem, em 05 de junho.
O objetivo é conscientizar a sociedade sobre a importância da coleta, separação e destinação de materiais recicláveis. A data foi escolhida por ser a mesma do Dia Mundial do Meio Ambiente.

Organize campanhas em seu bairro, condomínio, na sua empresa.
Aproveite este dia e fale da importância da reciclagem. E faça dela um hábito em sua vida.
Vamos juntos fazer um mundo melhor.

Governo faz acordo com indústrias para a reciclagem de eletrodomésticos

O Brasil deu um passo importante, nesta segunda – 10/05/2010, para a reciclagem de eletrodomésticos e a preservação do meio ambiente.

O que era alta tecnologia, anos atrás, volta a ser matéria-prima. Plásticos, metais, todos a caminho da reciclagem, que ainda atinge uma parcela muito pequena dos eletroeletrônicos, no Brasil. Grande parte do material descartado vai mesmo é parar nos lixões, nos aterros sanitários. Um risco para o meio ambiente pela possibilidade de contaminação do solo.

“A gente recebe várias ligações diariamente de pessoas querendo descartar desde uma televisão até, simplesmente um mouse”, contou a diretora comercial Priscila de Almeida Santos.

Um relatório da ONU divulgado este ano classificou o Brasil como o maior produtor de lixo eletrônico entre os países emergentes. A média seria de meio quilo por habitante a cada ano, contra 230 gramas dos chineses e 100 gramas dos indianos.

O governo e as indústrias brasileiras agora querem ter uma avaliação mais correta do tamanho desse problema.

No acordo assinado nesta segunda 10/05/2010, com o Ministério do Meio Ambiente, empresas envolvidas com a reciclagem se comprometem a fazer esse inventário e a assumir a responsabilidade pela destinação correta de seus produtos usados.

“Esperamos até o final do ano a gente tenha essa visão crítica e possamos estar reorientando, consolidando novas políticas públicas pra lidar com esse problema”, declarou Izabella Teixeira, ministra do Meio Ambiente.

O grupo está criando uma página na internet, indicando ao consumidor quais empresas têm políticas para reciclagem de lixo eletrônico.

Também está para ser aprovada pelo Congresso Nacional uma lei que obriga as empresas a ter políticas próprias para esses resíduos.

“A lei é fundamental porque estabelece a responsabilidade de pós-consumo de cada empresa. E como cada um desses entes da cadeia produtiva vão ter que atuar pra questão da reciclagem”, disse o empresário Victor Bika Neto.

FONTE:  http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2010/05/governo-faz-acordo-com-industrias-para-reciclagem-de-eletrodomesticos.html

Câmara aprova política nacional de resíduos sólidos

O Plenário aprovou em 11/03/2010 em votação simbólica  um substitutivo  ao Projeto de Lei 203/91, do Senado, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos e impõe obrigações aos empresários, aos governos e aos cidadãos no gerenciamento dos resíduos. A matéria retornará ao Senado para uma nova votação.

O texto aprovado é de autoria do relator da comissão especial sobre a matéria, deputado Dr. Nechar (PP-SP), que tomou como base a redação preparada por um grupo de trabalho suprapartidário coordenado pelo deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP).

O substitutivo prioriza a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos. Os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes terão de investir para colocar no mercado artigos recicláveis e que gerem a menor quantidade possível de resíduos sólidos. O mesmo se aplica às embalagens.

Deverão ser implementadas medidas para receber embalagens e produtos após o uso pelo consumidor de: agrotóxicos, seus resíduos e embalagens; pilhas e baterias; pneus; óleos lubrificantes, seus resíduos e embalagens; lâmpadas fluorescentes; e produtos eletroeletrônicos e seus componentes.

O processo de recolhimento desses materiais, sua desmontagem (se for o caso), reciclagem e destinação ambientalmente correta é conhecido como logística reversa. Para realizar essa logística, os empresários poderão recorrer à compra de produtos ou embalagens usados, atuar em parceria com cooperativas de catadores e criar postos de coleta.

Se a empresa de limpeza urbana, por meio de acordo com algum setor produtivo, realizar essa logística reversa, o Poder Público deverá ser remunerado, segundo acordo entre as partes.

140 propostas
Segundo o relator, apesar do passivo ambiental herdado pelo Brasil por causa da falta de regulamentação, o tempo conspirou a favor da qualidade do texto nesses 19 anos de tramitação. “Depois da apresentação de 140 propostas apensadas, o tema havia se transformado em um nó legislativo”, afirmou. Ele ressaltou que foram incorporados conceitos modernos.

Para o presidente Michel Temer, o projeto aprovado “é de grande significação”. Ele disse lamentar que a matéria tenha sido votada “em um momento de pouco entusiasmo, pois merece ampla divulgação na imprensa”.

Coleta seletiva
Outros materiais recicláveis descartados ao final da sua vida útil deverão ser reaproveitados sob a responsabilidade do serviço público de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos.

Para fazer isso, o Poder Público deverá estabelecer a coleta seletiva, implantar sistema de compostagem (transformação de resíduos sólidos orgânicos em adubo) e dar destino final ambientalmente adequado aos resíduos da limpeza urbana (varredura das ruas).

As empresas de limpeza urbana deverão dar prioridade ao trabalho de cooperativas de catadores formadas por pessoas de baixa renda, segundo normas de um regulamento futuro.

Os municípios que implantarem a coleta com a participação de associações e cooperativas de catadores terão prioridade no acesso a recursos da União em linhas de crédito, no âmbito do plano nacional de resíduos.

Proibições
Serão proibidas práticas como o lançamento de resíduos em praias, no mar ou rios e lagos; o lançamento a céu aberto sem tratamento, exceto no caso da mineração; e a queima a céu aberto ou em equipamentos não licenciados.

O texto proíbe também a importação de resíduos perigosos ou que causem danos ao meio ambiente e à saúde pública.

A regra sobre a disposição final adequada dos rejeitos deverá ser implementada em até quatro anos após a publicação da lei, mas os planos estaduais e municipais poderão estipular prazos diferentes, com o objetivo de adequá-los às condições e necessidades locais.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Por que reduzir as sacolas plásticas?

A questão de abolir ou reduzir as sacolinhas no dia a dia ainda causa muita confusão, principalmente quando se refere ao seu uso como sacos para descartar o lixo.

A campanha do Planeta Sustentável, lançada em agosto de 2009, pela redução das sacolas plásticas  não é uma atitude isolada. No mundo todo, inclusive no Brasil, existe uma grande conscientização sobre o uso de descartáveis. Isso não significa que teremos que abandoná-los completamente, mas, sim, que é preciso assumir uma nova postura.

Novos hábitos de consumo são uma pequena parte do “famoso” processo de “adaptação” de que muitos cientistas falam quando vem a público falar das mudanças climáticas. Se você imaginou que esse seria um evento distante, relacionado a tecnologias avançadas e a fenômenos extremos da natureza, esta é a novidade. O processo já começou e inclui repensar até maneira com que você carrega suas compras.

O primeiro protesto de quem ouve falar em recusar sacolas plásticas é o questionamento sobre o acondicionamento do lixo de casa. Afinal, faz sentido substituir um plástico gratuito por outro que custa dinheiro? É especialmente por causa desse argumento e pelas condições precárias de saneamento no Brasil que a proposta, até então, é de reduzir, em vez de abolir.

Fernanda Daltro, coordenadora técnica da campanha “Saco é um saco”, do MMA – Ministério do Meio Ambiente, lançada no ano passado, concorda que a questão do saneamento no Brasil interfere na política de dependência de sacolas plásticas. “É perceptível. As experiências internacionais mostram que toda cidade que estabeleceu cobrança e banimento de sacolas tinha, como contrapartida, um sistema bom de coleta seletiva”, afirma.

TEORIA VERSUS PRÁTICA
Em um país em desenvolvimento, onde coleta de lixo ainda não é realidade em todo o seu território, é até compreensível que os consumidores optem pela opção gratuita e insustentável. Mas essa escolha, aparentemente esperta, não é nada consciente. Trata-se de uma opção individualista, visto que uma única pessoa não precisa investir na compra de sacos de lixo biodegradáveis à custa de um alto prejuízo coletivo ambiental. E, pior, o argumento se torna frágil à medida que a prática não condiz com a teoria.

Normalmente, ninguém vai ao supermercado fazer compras e pega uma única sacola, mas muitas, uma quantidade desnecessária e absurda que não tem utilidade. Por isso, o plástico fica entulhado em casa ou é usado para forrar a lata do lixo e, depois, vai para o aterro onde fica mais de 400 anos se desintegrando.

Estimativas do MMA apontam que, no país, são consumidas 33 milhões de sacolas por dia e 12 bilhões por ano. Será que é preciso tanto para descartar o lixo doméstico ou as pessoas estão perdendo o controle sobre o acúmulo de sacolas? Aliás, é necessário gerar tanto lixo? Se houvesse menos descarte, não haveria necessidade de usar tantas sacolas descartáveis.

Produzir sacolas plásticas demanda extração e refino de petróleo que resultam em muitas emissões e impactos na flora e na fauna. Depois de usadas, elas poluem as águas, matam os animais que as ingerem, entopem bueiros – dificultando a drenagem das águas da chuva – e causam problemas nos aterros, como a impermeabilização dos solos e o revestimento de material orgânico que, na ausência de oxigênio, em vez de biodegradar, apodrece, gerando metano.

Não é melhor optar pelos sacos de lixo ecológicos, desde que não sejam oxibiodegradáveis? No mínimo, o que todo cidadão pode fazer é colocar a maior parte das compras em ecobags e pegar uma única sacola plástica para acondicionar o lixo, não? A prática mostrará como é fácil alterar um hábito ainda tão nocivo. Neste ponto, Fernanda dá, ainda, outra dica.

“Sempre que puder gastar parte do dinheiro comprando saco de lixo, que opte pelos feitos de material reciclado. Os pretos normalmente são feitos material reciclado e isso é uma vantagem ambiental porque eles não demandam novos recursos e porque alguma parte de resíduo plástico que iria pra natureza está voltando para o processo produtivo na forma de saco de lixo”. Mas atenção! Nem todo saco preto é feito de material reciclado. As informações podem ser encontradas nos rótulos.

E você? Já aderiu às sacolas retornáveis ou ainda está viciado nas sacolinhas plásticas?

Fonte: Planeta Sustentavel – http://planetasustentavel.abril.com.br/inc/pop_print.html

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