A mandioca que vira copinhos

As empresas começam a investir numa alternativa para evitar a poluição causada por plástico: um produto equivalente que é feito de plantas e raízes e se decompõe naturalmente

Os produtos de plástico são utilíssimos, a vida sem eles é impossível e os danos que causam ao meio ambiente são imensos. Até aí, nenhuma novidade. Segundo as estatísticas mais recentes, 150 milhões de toneladas desses produtos são fabricadas no mundo por ano e 95% delas vão parar em lixões, sem tratamento algum, ficando sujeitas a um processo de decomposição interminável. Uma solução pode estar na busca de um produto alternativo semelhante em tudo ao plástico, mas menos poluente. Estudos nessa direção estão avançando, e resultados já são vistos na produção de objetos – embalagens, garrafas, componentes de celulares, autopeças – feitos do chamado bioplástico. Assim como os plásticos convencionais, os bioplásticos são feitos de polímeros, e as propriedades e características dos dois (vida útil, resistência a choques e variação de temperatura) também se assemelham. A diferença está na matéria-prima: enquanto o convencional vem do petróleo, o “ecológico” é obtido da natureza, em grande parte na agricultura: da cana-de-açúcar, do milho, da mandioca, da batata e outros. 

A maior vantagem do bioplástico é amenizar o aquecimento global provocado pela emissão de gás carbônico. Cada quilo de plástico feito a partir de petróleo libera cerca de 6 quilos de gás carbônico. Com os plásticos verdes acontece o contrário: cada quilo produzido representa a absorção de 2 a 2,5 quilos de gás carbônico devido à fotossíntese dos produtos agrícolas usados na sua composição. Também demandam bem menos energia na sua produção. Além disso, são 100% recicláveis e 70% deles são biodegradáveis e compostáveis – decompõem-se sozinhos, em 180 dias, em média. 

Dois problemas ainda travam a expansão da indústria de bioplásticos. Um deles, a necessidade de mais pesquisas, vem sendo amenizado com o desenvolvimento de projetos no mundo todo. Entre os muitos usos do produto, já estão em fase de teste no mercado uma bola de golfe que se degrada e vira comida de peixe se cair na água, uma goma de mascar que não gruda e, num futuro mais distante, um filme invisível que envolve as frutas, impede que elas estraguem rapidamente e pode ser ingerido. Já o outro problema é mais complicado: ainda é muito caro produzir o plástico verde. A maior parte das empresas que atuam no setor está utilizando a cana-de-açúcar – a Braskem, no Rio Grande do Sul, produz 200 000 toneladas por ano de plástico derivado de polietileno formado a partir do processo de desidratação do etanol. Situada em São Carlos, no estado de São Paulo, a CBPak utiliza matéria-prima mais inusitada: produz atualmente 300 000 bandejas e copos de plástico para embalar alimentos feitos a partir de amido de mandioca e espera faturar 10 milhões de reais neste ano. 

“Trata-se de um negócio que ainda está engatinhando e que enfrenta duas barreiras: o preço e a produtividade”, diz Claudio Rocha Bastos, fundador da CBPak, que tem planos ambiciosos de ampliar sua produção em dez vezes. Embalagens ecológicas podem custar até o triplo das de origem fóssil e, mesmo tendo atingido, em 2011, a marca de 1 milhão de toneladas, a atual produção mundial não representa nem 1% do mercado de plásticos.

Fontehttp://planetasustentavel.abril.com.br

SP recebe mais um posto para coleta seletiva de lixo

Mais um ecoposto foi lançado pela Sabesp na capital, no Alto da Boa Vista em 05 de setembro. O objetivo é proporcionar à vizinhança a oportunidade de levar os seus resíduos para a cadeia de logística reversa, em que o lixo vira produto novamente.

Na ocasião, também foram plantadas mudas de Ipê Amarelo no entorno da Sabesp.

Endereços dos Ecopostos Sabesp:

Alto da Boa Vista (SP)

R. Américo Brasiliense, 271

Penha

Rua Najatu, 72

São Bernardo do Campo

Rua Paulo de Faveri, 60 – Vila Mussolini

Franca

Av. Dr. Flávio Rocha, 4951 – Jd. Redentor

Cajamar

Av. Pedro Leite Celestino Leite Penteado, 78 – Jordanésia

Fontehttp://www.saopaulo.sp.gov.br

Mercúrio, Lâmpadas e Logística Reversa: qual o cenário no Brasil e na Europa?

O mundo está com os olhos voltados ao Brasil por conta da Rio+20. Lá, todos os assuntos imagináveis relacionados ao futuro do planeta estão em pauta. E, curiosamente, uma lei que vai mudar a face ambiental do país e criar uma série de novas oportunidades econômicas não tem sido muito lembrada. Trata-se da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que criará um processo permanente para a destinação final dos produtos – e, em paralelo, um mercado milionário, movimentado por fabricantes que contratarão empresas especializadas para tratar todos os produtos por eles fabricados e que já tenham esgotado sua vida útil junto aos consumidores.

Este cenário vai possibilitar uma relação mais adequada e completa da sociedade com tudo aquilo que é consumido – e, com isso, ganha destaque um dos itens mais comuns do nosso cotidiano, cujo potencial poluidor é pouco conhecido: as lâmpadas contendo mercúrio, mais conhecidas como “lâmpadas fluorescentes ou econômicas”. Todas elas carregam consigo uma quantidade de mercúrio suficiente para contaminar 15 mil litros de água. Basta pensar que o Brasil comercializa mais de 250 milhões de lâmpadas fluorescentes por ano, entre o uso residencial, urbano e industrial, e que apenas 14 milhões são destinadas adequadamente, para dimensionar o tamanho desta operação. O descarte, descontaminação, reciclagem e reaproveitamento de suas matérias-primas torna-se assim um trabalho primordial para a preservação do meio ambiente e uma atraente fonte de receitas no médio e longo prazo.

Poucas empresas atuam neste setor no Brasil. A principal delas é a Apliquim Brasil Recicle, detentora da certificação ISO 14001 em sua unidade de Paulínia (SP), e que conta com unidade de descontaminação em Indaial (SC) e uma central de armazenamento de lâmpadas no Rio Grande do Sul. Única no país com processo ambientalmente licenciado para recuperar o mercúrio de diversos resíduos, a Apliquim Brasil Recicle é a líder de mercado no tratamento, descontaminação e reciclagem de lâmpadas fluorescentes, atendendo mais de 3 mil clientes como Natura, Renault, Lâmpadas FLC, Brasil Foods e Philip Morris. Fruto da união de duas empresas, a adquiriu reputação latino-america devido ao trabalho desenvolvido ao longo dos anos junto às indústrias de cloro-soda: mais de 120 toneladas de mercúrio foram descontaminadas em quase 30 anos de atividades.

É por conta da expertise na gestão de resíduos mercuriais que a companhia foi convidada para representar o setor em um encontro internacional realizado recentemente em Brasília, no final de maio, para discutir projetos e alternativas à gestão de mercúrio e seus resíduos no ambiente latino-americano. O CEO Eduardo Sebben, biólogo pós-graduado em Gestão do Meio Ambiente e mestre em Engenharia Ambiental, foi a Brasília a convite do Ministério da Agricultura, Alimentação e Meio Ambiente e do Centro Tecnológico Nacional de Descontaminação de Mercúrio da Espanha. Ao lado de líderes de governo, pesquisadores e técnicos da América Latina, Caribe, EUA e Europa, a liderança da Apliquim Brasil Recicle traçou um panorama da realidade e dos desafios que o Brasil enfrentará nos próximos anos para que a logísticareversa de lâmpadas se concretize no país – e para que as lâmpadas deixem de ser um agente contaminante para transformarem-se em uma fonte de recursos como vidro, alumínio e especialmente de mercúrio. “O país está realizando muitos esforços rumo à implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, que nos próximos anos resultará na esperada Logística Reversa para diversos produtos, provocando uma nova onda de negócios e oportunidades ligadas à gestão ambiental. No caso das lâmpadas, estamos trabalhando fortemente com a cadeia de distribuição e com o governo, com o intuito de concretizarmos o sistema reverso para lâmpadas”, disse o especialista. Devido ao crescimento econômico, o Brasil se tornou um dos países que mais consome lâmpadas contendo mercúrio no mundo. “Como 94% das lâmpadas sendo jogadas no lixo ou em aterros sanitários, aumenta-se o risco à saúde das pessoas e `degradação ambiental, já que o mercúrio é um metal tóxico e extremamente volátil”, acrescenta Sebben.

 

A legislação europeia para lâmpadas e mercúrio – e o modelo da Espanha

 

Na Europa, já existe um modelo implantado para o manejo do mercúrio reaproveitado. A legislação europeia determina que os resíduos de mercúrio metálico só podemser armazenados por até cinco anos, e após este período devem ser recuperados e reconvertidos para outros usos. Entretanto, como é proibida a exportação e a importação de mercúrio na União Europeia, visando eliminar seu comércio transfronteiriço, há um excedente deste metal no continente – o que obrigou o continente a desenvolver tecnologias para seu armazenamento permanente. “A União Europeia quer ter certeza dos métodos mais seguros para o armazenamento permanente do mercúrio e evitar a reversibilidade deste tipo de metal pesado”, disse no encontro em Brasília o representante do Centro Tecnológico Nacional de Descontaminação de Mercúrio da Espanha, Manoel Ramos.

Nesse contexto, os espanhóis assumem posição de destaque devido ao seu longo histórico de extração de mercúrio nas minas de Almadén – a maior e mais importante do mundo, da qual se estima ter sido retirada 30% da matéria-prima de mercúrio na história da humanidade. Como a atividade de extração de mercúrio foi encerrada na Europa, a mina foi transformada em umparque histórico e cultural, voltado ao turismo e ao resgate da história daregião a partir da economia extrativista.

Segundo Ana Garcia González, do Ministério da Agricultura, Alimentação e Meio Ambiente da Espanha, o país atualmente desenvolve novas tecnologias para estabilização do mercúrio recuperado e excedente, viabilizando um armazenamento seguro para as próximas gerações. “A tecnologia de estabilização, resultado das pesquisas em desenvolvimento pelo Centro Tecnológico Nacional de Descontaminação desde 2006, permite a estabilização do mercúrio em uma espécie de pedra monolítica com até 150 vezes menos emissão de mercúrio que o próprio cinábrio, mineral do qual é extraído o metal”, destacou. O monolito resultante do processo de estabilização é um material inerte, mais resistente que o concreto e com baixas porosidade e impermeabilidade, o que garante segurança para o armazenamento permanente do mercúrio. Para Sebben, esse projeto é muito importante para a Europa, onde existem políticas e práticas bem alinhadas visando o desuso do mercúrio e sua eliminação do mercado. “No caso do Brasil, antes de se pensar em estabilização, é necessário avançar nas políticas de gerenciamento e no tratamento dos resíduos mercuriais. Ainda temos um consumo muito grande de mercúrio desperdiçado no país, pois não possuímos um tratamento adequado de seus resíduos, o que inviabiliza sua recuperação. Portanto não há mercúrio excedente no país quejustifique seu armazenamento permanente ou estabilização como acontece na Espanha. Em primeiro lugar, devemos tratá-lo e recuperá-lo para reuso”, destaca o especialista brasileiro.

Graças a este estágio de desenvolvimento no setor, o descarte responsável e o gerenciamento adequado das lâmpadas fluorescentes também já são realidade na União Europeia. Diferentemente do Brasil, que ainda está por implementar seu sistema de Logística Reversa, a Espanha já possui 8 mil pontos de coleta de lâmpadas distribuídos por todo país. Conforme Alberto Rodriguez, da Associação para Reciclagem de Lâmpadas da Espanha, o país já recolhe 40% dos resíduos de lâmpadas fluorescentes, encaminhando-as para descontaminação e reciclagem, com recuperação do mercúrio contido nesses produtos. “A meta é chegar a 45% até 2013”, informou. Rodriguez explica que o processo de descontaminação existente hoje na Espanha compreende a classificação dos diferentes tipos de lâmpadas, seguido de corte para separação dos terminais e partes recicláveis, e por fim, destilação dos materiais que ainda contém mercúrio. “Trata-se do mesmo processo realizado pela Apliquim Brasil Recicle, o que confirma que estamos operando com tecnologia capaz de buscar sustentabilidade no tratamento das lâmpadas que contem mercúrio, além de já praticarmos os preceitos da logística reversa que ocorre no mundo todo”, observa Sebben.

Fontehttp://www.rumosustentavel.com.br/

Para Idec, chegou a hora de implantar logística reversa para sacolinhas de supermercado

Consumidores poderiam adquirir sacolas reutilizáveis, contribuindo com sua parte, e supermercados deveriam implementar sistema de troca gratuito de sacolas retornáveis já danificadas por novas sacolas retornáveis

O CSMP (Conselho Superior do Ministério Público de São Paulo) não aprovou o TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) que proibia a distribuição de sacolas plásticas no estado de São Paulo nesta terça-feira (19/6). Com essa decisão, os supermercados poderão voltar a distribuir embalagens gratuitas aos consumidores.

“Como já manifestou anteriormente, o Idec entende que é chegado o momento de uma solução definitiva para a questão das sacolas plásticas. Em plena Rio +20 (Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável), é preciso que os custos para uma economia sustentável sejam divididos”, explica o gerente técnico do Idec, Carlos Thadeu de Oliveira.
A perspectiva da extinção das sacolinhas descartáveis já existia desde maio de 2011, quando a Apas (Associação Paulista de Supermercados) firmou acordo com a Secretaria do Meio Ambiente de São Paulo.
Em janeiro de 2012, o TAC tentou minimizar os prejuízos imediatos ao consumidor quando ele se viu obrigado a comprar sacolas biodegradáveis. O documento proibiu a venda dessas sacolas e estendeu por mais dois meses a distribuição gratuita de sacolas convencionais para que o consumidor se acostumasse com o fim dessa conveniência. Após o prazo seria obrigatória a venda de sacolas reutilizáveis. O TAC estipulou também que deveria haver sempre sacolas reutilizáveis vendidas ao valor de R$0,59, pelo menos.
Tal atitude fez com que as sacolas descartáveis fossem eliminadas, porém o custo das sacolas retornáveis foi repassado ao consumidor. Por esta razão, o CSMP julgou que o problema não foi solucionado de maneira favorável ao consumidor e ressaltou a importância da retomada dessa discussão. Ao não homologar o TAC, o CSMP não aprovou o arquivamento do inquérito civil público e, para preservar a convicção do promotor que decidiu pelo arquivamento, passará os autos do inquérito civil público a outro promotor para retomar as investigações.
Do ponto de vista do Idec, a situação instaurada não poderia mesmo ser definitiva, já que o setor supermercadista não arcou com custo nenhum da medida.
Logística reversa
Apesar da proibição de sacolas plásticas ser uma boa medida para o consumo sustentável, gerou insatisfação generalizada.
“Ao invés dos consumidores terem sido ostensivamente informados e estimulados a cooperar com a redução na geração de resíduos, muitos se sentiram penalizados pela exclusão do direito de optar. E sobretudo, não tiveram o devido acesso a alternativas mais sustentáveis que despertariam o senso de cooperação entre os consumidores”, explica a pesquisadora do Idec, Adriana Charoux.
Para a implantação de um sistema no qual as sacolas descartáveis sejam extintas, o custo deve ser compartilhado entre consumidores e fornecedores.
“Os consumidores poderiam adquirir, de início, sacolas reutilizáveis, contribuindo com sua parte, e os supermercados, por sua vez, deveriam implementar um sistema de troca gratuita, ou com desconto significativo, de sacolas retornáveis já danificadas por novas sacolas retornáveis” exemplifica Oliveira.
Essas novas sacolas seriam entregues ao consumidor a custo zero ou muito baixo, pois ele já pagou sua parte no início. Com a logística, os supermercados podem comercializar o plástico das sacolas danificadas, minimizando seus custos, e o setor do plástico pode obter mais facilmente matéria-prima para novas sacolas, de maneira muito mais racional. O saldo é positivo: novos negócios gerados, menos danos ao ambiente e educação ambiental e conveniência para o consumidor.
“Esta é a solução que deve, agora, ser buscada pelo setor privado e pelas autoridades”, finaliza Oliveira.

Alvarez quer compromisso das empresas com logística reversa

O setor privado deve assumir metas mais ousadas de redução de emissões de dióxido de carbono, afirmou o secretário-executivo do Ministério das Comunicações, Cezar Alvarez, no seminário “Banda larga e TICs para sociedades inteligentes, inclusivas e sustentáveis”, realizado durante a Rio+20, conferência das Nações Unidas sobre desenvolvimento sustentável. Segundo ele, a principal lacuna para a sustentabilidade no setor está no engajamento dos atores na Política Nacional de Resíduos Sólidos, que estabelece responsabilidades de empresas privadas com o descarte adequado e a reciclagem de aparelhos e componentes. “Temos que avançar na logística reversa, que não pode ficar a cargo apenas dos fabricantes,” alertou.

Alvarez destacou ainda a importância da transmissão mais rápida e em maior quantidade de dados para viabilizar a transição para uma economia de baixo carbono. “Com recursos que limitam a necessidade de deslocamentos, como a videoconferência e o home office, a tecnologia de informação torna-se essencial para reduzir impactos ambientais,” argumentou.

Alvarez mostrou entusiasmo com o trabalho da UIT e com as possibilidade de organização política por meio das redes sociais, blogs e organizações populares, possível com a disseminação da banda larga, e não poupou críticas ao documento da associação européia de operadoras, que defende a cobrança de uma taxa de internet.

Alvarez admite os riscos trazidos pelo crescimento exponencial do volume de tráfego na web, e chegou a citar um artigo que classifica as redes sociais e provedores de conteúdode ‘devoradores de tréfego’, mas espera que um entendimento permita a sobreviência do modelo baseado em facilidade de acesso e gratuidade da maior parte dos serviços.

Ele ainda comemorou a menção à importânca da banda larga e das TICs na proposta de documento final da Rio+20. Primeiro orador do seminário sobre sustentabilidade e TICs, Alvarez lembrou a carta aberta da União Internacional das Telecomunicações (UIT) aos dirigentes do G-20 (grupo dos países mais desenvolvidos e dos principais mercados emergentes do planeta), que convoca os governos a investirem o necessário para que os cidadãos tenham acesso pleno aos sistemas de informação.

Fontehttp://telesintese.com.br

Comissão rejeita logística reversa para resíduos tecnológicos

A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio rejeitou, na quarta-feira (11), o Projeto de Lei 2045/11, do deputado Penna (PV-SP), que regulamenta a logística reversa de resíduos tecnológicos, como baterias e computadores.

A rejeição foi pedida por parlamentares que entendem que a Lei de Resíduos Sólidos (Lei12.305/10) já obriga as empresas a implantar a política de logística reversa (retorno de produtos descartados para a fábrica).

O deputado Guilherme Campos (SP), líder do PSD, ponderou que a lei ainda é recente e está sendo aos poucos aplicada, mediante a construção de acordos entre o Poder Público e a iniciativa privada. Para ele, uma mudança agora poderia atrapalhar as negociações. “A mudança na legislação pode ser um complicador para o que está sendo construído. Isso cria insegurança e instabilidade para a correta aplicação da lei.”

Já o deputado Afonso Florence (PT-BA) lembrou que o assunto pode ser tratado por meio de decreto do Executivo. O relator da proposta, deputado Mandetta (DEM-MS), chegou a apresentar um parecer pela aprovação da proposta, com substitutivo, que acabou vencido na votação.

Tramitação
Sujeito à análise do Plenário, o projeto ainda será examinado nas comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Tolerância zero com o lixo

Trata-se do conceito da logística reversa: quem gera resíduos deve criar meios de viabilizar sua coleta e seu retorno à indústria para reaproveitamento ou destinação ambientalmente adequada. “É uma forma de estimular a empresa a rever processos e alongar a vida útil dos produtos”, diz Alessandra Caiado, consultora de materiais sustentáveis, de São Paulo. Embora já existam regras para o encaminhamento do entulho, a lei federal colocou o assunto em voga. ” 

Até 2013 abriremos um canal de comunicação com o cliente para retirar placas usadas”, conta Paulo Vinicius Jubilut, diretor executivo da Remaster, que hoje recolhe as sobras da instalação de seus pisos de polipropileno. No setor de tintas, a Coral experimenta uma parceria com o home center C&C na capital paulista. A loja criou um espaço para receber latas de tinta usadas – depois de limpas, serão encaminhadas à Gerdau (produtora de aço) para reciclagem. 

FAÇA A SUA PARTE! 
Apoiar sistemas de logística reversa reduz os impactos da geração de lixo, a pressão pela extração de matérias-primas virgens e o consumo de energia, água e combustíveis fósseis. Nesse contexto, o consumidor participa ao privilegiar produtos feitos de componentes já reciclados e fabricantes que pratiquem políticas de recolhimento e reciclagem de resíduos na ponta de sua cadeia. 

No entanto, para Newton Figueiredo, presidente do Grupo Sustentax, a maior responsabilidade ainda cabe ao fabricante. “Antes de exigir consciência na escolha dos consumidores, o mercado deve fornecer todas as informações para que ele faça a melhor compra.”

Fontehttp://planetasustentavel.abril.com.br

Distorções de normas podem atrapalhar sucesso da logística reversa no Brasil, avalia especialista…

Brasília – O sucesso da logística reversa no Brasil que, de acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), deve estar implantada até 2015, pode esbarrar nas distorções das normas, segundo avaliação do economista Sabetai Calderoni, que preside o Instituto Brasil Ambiente e o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Sustentável.

O especialista em economia ambiental alerta para pontos que definiu como equivocados, como o tratamento previsto para pilhas, baterias e material eletrônico. Neste caso, segundo Calderoni, a política determina que a indústria recicle 100% do material utilizado, devolvido pelo comércio. Uma meta, na avaliação dele, difícil de ser monitorada. “Ninguém vai controlar quanto o consumidor mandou para o comércio e quanto o comércio mandou para a indústria. É uma falsa meta. É uma forma de burlar a intenção da lei”, disse o economista.

Calderoni, no entanto, cita pontos positivos. A determinação de procedimentos sobre pneus é um exemplo que pode garantir o sucesso da medida. Pela proposta, a indústria teria que reciclar 5 pneus, a cada 4 que produzir. “Ou seja, vai reciclar os quatro que produziu e mais um que estava no estoque, acumulado por um período anterior à existência da lei”, disse.

O economista acredita que a resposta dos consumidores a estímulos econômicos pode ser um das soluções para o sucesso na aplicação da logística reversa. A ideia é reproduzir incentivos como o praticado há anos no caso de garrafas de bebidas. “Se eu disser que uma pilha nova fica mais barata, se você levar e entregar a pilha velha, as pessoas vão se interessar em levar a pilha e não jogar fora. A mesma coisa com a lâmpada, o computador, celular e as baterias em geral. E não precisa custar mais caro para a indústria, que pode aumentar o preço um pouco para quem não faz a entrega”, explicou.

Pelas contas de Calderoni, o custo não seria maior nem no caso do transporte desse material utilizado, já que as fábricas poderiam usar o mesmo veículo que leva a mercadoria nova para o comércio para recolher o produto descartado. A reciclagem desses produtos exige um investimento em processamento do material. Mas, pela avaliação do economista, esse custo seria compensado com a energia ou com a matéria-prima que essa reciclagem pode trazer para os fabricantes.

“Se no final da conta [o fabricante] tiver prejuízo, é responsabilidade de quem produziu. Ele tem que começar a fazer a conta. O produtor não pode privatizar lucros e socializar perdas para o meio ambiente e para as pessoas e não arcar com os custos disso”, disse.

Fonte:  http://correiodobrasil.com.br

Logística reversa deverá estar implantada em todo o país em 2015, estima o secretário

Brasília – A implantação da logística reversa em todo o país deverá ocorrer, no mínimo, em 2015, estima o secretário de Recursos Hídricos e AmbienteUrbano do Ministério do Meio Ambiente, Nabil Bonduki.

A logística reversa, dentro da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), prevê o retorno para a indústria de materiais como eletroeletrônicos e pneus, para que possam ser novamente aproveitados pelo fabricante. Para isso, requer o envolvimento de todos na linha de produção e distribuição: fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes e o próprio consumidor, responsável pela devolução do produto aos postos de coleta.

A PNRS, aprovada em 2010, estabeleceu prazo até 2014 para a implantação da logística reversa e de outros pontos relativos à reciclagem e reutilização de resíduos sólidos, como o fim dos lixões. “E olha que estamos bem adiantados, se comparados a alguns países europeus”, disse Nabil Bonduki, fazendo referência à Alemanha, que iniciou a implantação da logística reversa há quatro décadas. “E eles até hoje só conseguem recolher 50% das lâmpadas usadas”, exemplifica o secretário.

Para a professora e pesquisadora do Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília (UnB) Izabel Zaneti, o prazo para a implementação é mais do que adequado. “A Política de Resíduos Sólidos levou mais de 20 anos para ser votada. É preciso tempo para que as indústrias possam se adaptar a isso.”

Para ela, com as novas regras, haverá uma mudança de ação por parte das indústrias, que passarão a usar tecnologias mais limpas, mudando embalagens e metais usados na produção, para facilitar a reutilização. “É um momento importante para se repensar os produtos”, disse.

Inicialmente, a logística reversa engloba o recolhimento de resíduos e embalagens de agrotóxicos; pilhas e baterias; pneus; óleos lubrificantes; lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista; e produtos eletroeletrônicos e seus componentes.

Cada produto está em uma fase de implantação diferente. No caso dos agrotóxicos, há campanhas de recolhimento de embalagens nos postos de venda. Os óleos lubrificantes já contam com uma política de recolhimento em algumas partes do Sul do país. As regras para o recolhimento de lâmpadas têm proposta de edital pronta, que depende de aprovação do Ministério do Meio Ambiente. Os produtos com a logística reversa mais atrasada são os eletroeletrônicos, que ainda não têm edital concluído.

“A coisa é complexa, pode levar um certo tempo para se concretizar. E vai precisar de muita educação ambiental e obrigação social”, disse Nabil Bonduki.

O secretário destaca que a participação do consumidor será fundamental em todo o processo. “É preciso a conscientização das pessoas para entregar o produto, ter a infraestrutura apta a recebê-lo e uma logística para recolher e levá-lo para o destino final e uma estrutura de reciclagem desses produtos”, ressalta.

A lei prevê punição para os envolvidos na cadeia produtiva que não colaborarem com a nova política, assim que ela estiver totalmente implantada no país. As penalidades vão da cobrança de multa até o processo com base na Lei de Crimes Ambientais.

Fontehttp://www.portalodia.com

inpEV promove campanha educativa sobre logística reversa

Filme criado pelo inpEV explica sobre a importância de lavar e devolver as embalagens vazias de agrotóxicos“Orgulho da Nação” é a nova campanha educativa sobre a destinação das embalagens vazias de agrotóxicos. Idealizada pelo inpEV – instituto que representa a indústria fabricante de agrotóxicos para a destinação das embalagens vazias de seus produtos -, e com apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), o filme é considerado de utilidade pública e foi distribuído pelo Governo Federal às emissoras de televisão para veiculação de março a maio em todo o Brasil.A campanha, que é protagonizada pela dupla Victor e Leo e o garoto propaganda de campanhas do instituto, o espantalho Olimpio, orienta sobre a importância de lavar e devolver todas as embalagens vazias de agrotóxicos no local indicado na nota fiscal.No filme, o trio faz um show para uma plateia de plantas e animais cantando a paródia de um hit da dupla e valoriza o agricultor que faz o procedimento correto na devolução das embalagens, tornando-se um “orgulho para a nação” e contribuindo para o sucesso do Sistema Campo Limpo (logística reversa das embalagens de agrotóxicos), que funciona há mais de dez anos e já retirou do campo mais de 200 mil toneladas desse material que foram encaminhadas para o destino ambientalmente adequado.

O inpEV complementará os esforços do Governo Federal com materiais para expor em distribuidores de defensivos agrícolas (como display de mesa e móbile), painéis de estrada, além de divulgação pela internet.

O filme está disponível no link  http://agrolink.com.br/videos/campanha-da-inpev-orienta-a-reciclagem-de-embalagens-de-agrotoxicos_6338.html

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