Rede de supermercados Walmart recolhe medicamentos vencidos

Desde abril, os supermercados da rede Walmart de São Paulo, Rio Grande do Sul e Distrito Federal passaram a recolher, em suas farmácias, medicamentos vencidos e caixas de remédios.

Inicialmente, apenas nove farmácias da rede serão postos de coleta. Com capacidade para armazenar até 40 kg de remédios por mês, o material é levado por transportadoras especializadas no descarte deste tipo de resíduo, considerado perigoso.

A máquina coletora registra o código de barras dos medicamentos, permitindo que remédios controlados também possam ser descartados, além de registrar quais medicamentos foram recolhidos. Nas estações, há espaços separados para todos os tipos de remédios: comprimidos, líquidos, pomadas e o compartimento para o descarte das caixas.

O destino final deste material é ou o Aterro Industrial Classe 1, especializado nesse tipo de resíduo ou a incineração.

Segundo dados da BHS (Brasil Health Service), cerca de 90% da população descarta medicamentos vencidos no vaso sanitário ou no lixo, o que gera contaminação da água e do solo. A ANVISA estima que, por ano, a população produza em torno de cinco mil a 34 mil toneladas de resíduos em forma de remédios.

As farmácias da rede até o momento estão aptas a receber medicamentos vencidos são: Walmart Shopping Dom Pedro (Campinas-SP), Walmart São José do Rio Preto (São José do Rio Preto-SP), Walmart Morumbi (São Paulo-SP), Walmart São José dos Campos (São José dos Campos-SP), Walmart Sorocaba (Sorocaba-SP), Walmart Brasília (Brasília-DF), BIG Sertório (Porto Alegre-RS), BIG Zona Sul ( Porto Alegre- RS) e Hiper Bom Preço Boa Viagem (Recife-PE).

Fonte: http://www.ecodesenvolvimento.org

Empresa lucra com logística reversa para o setor de vidros

Em tempos de praticar a conscientização ambiental, a necessidade do planeta pode se tornar nicho para as pequenas e médias empresas (PMEs). É o caso da Massfix, de Guarulhos (SP), especializada na reciclagem de cacos de vidro. Juliana Schunck, diretora da Massfix, conta que a empresa surgiu há 20 anos de uma necessidade do mercado. “Meu pai trabalhava na indústria e percebeu que a fábrica precisava de cacos de vidro para baixar os custos da produção”, explica. “Com a matéria-prima reciclada, as fábricas economizam por volta de 20% do custo de energia.”

A empresa, além de atender a uma necessidade da indústria, auxilia na destinação correta do material, que é 100% reciclável. Hoje, a Massfix atua na captação de todos os tipos de vidro, desde o residencial até os do setor automotivo. A coleta acontece em 10 estados, entre eles Paraná, São Paulo e Bahia. Por mês, a empresa recolhe 12 mil toneladas de cacos de vidro. Desse total, cerca de 10 mil toneladas são compradas pela indústria de vidro.

Para Juliana, o custo é um dos fatores decisivos na utilização desses cacos e outro desafio para a Massfix. “O frete para recolhimento desse material é alto, porque a maioria das indústrias se concentra na região Sudeste, mas todo o território nacional produz cacos de vidro.”

As empresas que contribuem com o vidro recebem pelo material que é retirado. De acordo com Juliana, o faturamento bruto mensal do negócio é de R$ 1,5 milhão.

A coleta
O vidro é coletado de transformadoras de placas de vidro, fornecedores de embalagens e concessionárias, entre outros locais. Depois, o material é levado para a fábrica da Massfix. Lá, é separado por cor, passa por um processo de limpeza para descontaminação e, por fim, é moído e volta para a indústria.

De acordo com Stefan David, consultor de reciclagem da Associação Técnica Brasileira das Indústrias Automáticas de Vidro (Abividro), cerca de 45% dos cacos de vidro produzidos no Brasil são reutilizados.

Política Nacional de Residos Sólidos
Em 2010, foi instituída a lei da Política Nacional de Residos Sólidos. Todos os setores da economia foram convocados a apresentar projetos para a destinação de seus residos. Segundo Stefan, a indústria do vidro deve enviar uma proposta para o nicho de embalagens e vidros planos até janeiro de 2013. A data para a apresentação do projeto referente ao descarte de vidro automotivo ainda não foi estipulada.

Para Stefan, a nova organização de consumo e reciclagem deve abrir espaço para as PMEs que decidirem entrar na cadeia de fornecimento de cacos de vidro. “A indústria vidreira sabe fazer o vidro. Toda a atividade que acontece antes da chegada do vidro separado, limpo e moído é terceirizada. Acredito que existe um nicho que vai crescendo à medida que essas normas e planos vão saindo do papel. A demanda da indústria vai crescer”, analisa.

Fonte: Portal Terra

A mandioca que vira copinhos

As empresas começam a investir numa alternativa para evitar a poluição causada por plástico: um produto equivalente que é feito de plantas e raízes e se decompõe naturalmente

Os produtos de plástico são utilíssimos, a vida sem eles é impossível e os danos que causam ao meio ambiente são imensos. Até aí, nenhuma novidade. Segundo as estatísticas mais recentes, 150 milhões de toneladas desses produtos são fabricadas no mundo por ano e 95% delas vão parar em lixões, sem tratamento algum, ficando sujeitas a um processo de decomposição interminável. Uma solução pode estar na busca de um produto alternativo semelhante em tudo ao plástico, mas menos poluente. Estudos nessa direção estão avançando, e resultados já são vistos na produção de objetos – embalagens, garrafas, componentes de celulares, autopeças – feitos do chamado bioplástico. Assim como os plásticos convencionais, os bioplásticos são feitos de polímeros, e as propriedades e características dos dois (vida útil, resistência a choques e variação de temperatura) também se assemelham. A diferença está na matéria-prima: enquanto o convencional vem do petróleo, o “ecológico” é obtido da natureza, em grande parte na agricultura: da cana-de-açúcar, do milho, da mandioca, da batata e outros. 

A maior vantagem do bioplástico é amenizar o aquecimento global provocado pela emissão de gás carbônico. Cada quilo de plástico feito a partir de petróleo libera cerca de 6 quilos de gás carbônico. Com os plásticos verdes acontece o contrário: cada quilo produzido representa a absorção de 2 a 2,5 quilos de gás carbônico devido à fotossíntese dos produtos agrícolas usados na sua composição. Também demandam bem menos energia na sua produção. Além disso, são 100% recicláveis e 70% deles são biodegradáveis e compostáveis – decompõem-se sozinhos, em 180 dias, em média. 

Dois problemas ainda travam a expansão da indústria de bioplásticos. Um deles, a necessidade de mais pesquisas, vem sendo amenizado com o desenvolvimento de projetos no mundo todo. Entre os muitos usos do produto, já estão em fase de teste no mercado uma bola de golfe que se degrada e vira comida de peixe se cair na água, uma goma de mascar que não gruda e, num futuro mais distante, um filme invisível que envolve as frutas, impede que elas estraguem rapidamente e pode ser ingerido. Já o outro problema é mais complicado: ainda é muito caro produzir o plástico verde. A maior parte das empresas que atuam no setor está utilizando a cana-de-açúcar – a Braskem, no Rio Grande do Sul, produz 200 000 toneladas por ano de plástico derivado de polietileno formado a partir do processo de desidratação do etanol. Situada em São Carlos, no estado de São Paulo, a CBPak utiliza matéria-prima mais inusitada: produz atualmente 300 000 bandejas e copos de plástico para embalar alimentos feitos a partir de amido de mandioca e espera faturar 10 milhões de reais neste ano. 

“Trata-se de um negócio que ainda está engatinhando e que enfrenta duas barreiras: o preço e a produtividade”, diz Claudio Rocha Bastos, fundador da CBPak, que tem planos ambiciosos de ampliar sua produção em dez vezes. Embalagens ecológicas podem custar até o triplo das de origem fóssil e, mesmo tendo atingido, em 2011, a marca de 1 milhão de toneladas, a atual produção mundial não representa nem 1% do mercado de plásticos.

Fontehttp://planetasustentavel.abril.com.br

SP recebe mais um posto para coleta seletiva de lixo

Mais um ecoposto foi lançado pela Sabesp na capital, no Alto da Boa Vista em 05 de setembro. O objetivo é proporcionar à vizinhança a oportunidade de levar os seus resíduos para a cadeia de logística reversa, em que o lixo vira produto novamente.

Na ocasião, também foram plantadas mudas de Ipê Amarelo no entorno da Sabesp.

Endereços dos Ecopostos Sabesp:

Alto da Boa Vista (SP)

R. Américo Brasiliense, 271

Penha

Rua Najatu, 72

São Bernardo do Campo

Rua Paulo de Faveri, 60 – Vila Mussolini

Franca

Av. Dr. Flávio Rocha, 4951 – Jd. Redentor

Cajamar

Av. Pedro Leite Celestino Leite Penteado, 78 – Jordanésia

Fontehttp://www.saopaulo.sp.gov.br

Mercúrio, Lâmpadas e Logística Reversa: qual o cenário no Brasil e na Europa?

O mundo está com os olhos voltados ao Brasil por conta da Rio+20. Lá, todos os assuntos imagináveis relacionados ao futuro do planeta estão em pauta. E, curiosamente, uma lei que vai mudar a face ambiental do país e criar uma série de novas oportunidades econômicas não tem sido muito lembrada. Trata-se da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que criará um processo permanente para a destinação final dos produtos – e, em paralelo, um mercado milionário, movimentado por fabricantes que contratarão empresas especializadas para tratar todos os produtos por eles fabricados e que já tenham esgotado sua vida útil junto aos consumidores.

Este cenário vai possibilitar uma relação mais adequada e completa da sociedade com tudo aquilo que é consumido – e, com isso, ganha destaque um dos itens mais comuns do nosso cotidiano, cujo potencial poluidor é pouco conhecido: as lâmpadas contendo mercúrio, mais conhecidas como “lâmpadas fluorescentes ou econômicas”. Todas elas carregam consigo uma quantidade de mercúrio suficiente para contaminar 15 mil litros de água. Basta pensar que o Brasil comercializa mais de 250 milhões de lâmpadas fluorescentes por ano, entre o uso residencial, urbano e industrial, e que apenas 14 milhões são destinadas adequadamente, para dimensionar o tamanho desta operação. O descarte, descontaminação, reciclagem e reaproveitamento de suas matérias-primas torna-se assim um trabalho primordial para a preservação do meio ambiente e uma atraente fonte de receitas no médio e longo prazo.

Poucas empresas atuam neste setor no Brasil. A principal delas é a Apliquim Brasil Recicle, detentora da certificação ISO 14001 em sua unidade de Paulínia (SP), e que conta com unidade de descontaminação em Indaial (SC) e uma central de armazenamento de lâmpadas no Rio Grande do Sul. Única no país com processo ambientalmente licenciado para recuperar o mercúrio de diversos resíduos, a Apliquim Brasil Recicle é a líder de mercado no tratamento, descontaminação e reciclagem de lâmpadas fluorescentes, atendendo mais de 3 mil clientes como Natura, Renault, Lâmpadas FLC, Brasil Foods e Philip Morris. Fruto da união de duas empresas, a adquiriu reputação latino-america devido ao trabalho desenvolvido ao longo dos anos junto às indústrias de cloro-soda: mais de 120 toneladas de mercúrio foram descontaminadas em quase 30 anos de atividades.

É por conta da expertise na gestão de resíduos mercuriais que a companhia foi convidada para representar o setor em um encontro internacional realizado recentemente em Brasília, no final de maio, para discutir projetos e alternativas à gestão de mercúrio e seus resíduos no ambiente latino-americano. O CEO Eduardo Sebben, biólogo pós-graduado em Gestão do Meio Ambiente e mestre em Engenharia Ambiental, foi a Brasília a convite do Ministério da Agricultura, Alimentação e Meio Ambiente e do Centro Tecnológico Nacional de Descontaminação de Mercúrio da Espanha. Ao lado de líderes de governo, pesquisadores e técnicos da América Latina, Caribe, EUA e Europa, a liderança da Apliquim Brasil Recicle traçou um panorama da realidade e dos desafios que o Brasil enfrentará nos próximos anos para que a logísticareversa de lâmpadas se concretize no país – e para que as lâmpadas deixem de ser um agente contaminante para transformarem-se em uma fonte de recursos como vidro, alumínio e especialmente de mercúrio. “O país está realizando muitos esforços rumo à implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, que nos próximos anos resultará na esperada Logística Reversa para diversos produtos, provocando uma nova onda de negócios e oportunidades ligadas à gestão ambiental. No caso das lâmpadas, estamos trabalhando fortemente com a cadeia de distribuição e com o governo, com o intuito de concretizarmos o sistema reverso para lâmpadas”, disse o especialista. Devido ao crescimento econômico, o Brasil se tornou um dos países que mais consome lâmpadas contendo mercúrio no mundo. “Como 94% das lâmpadas sendo jogadas no lixo ou em aterros sanitários, aumenta-se o risco à saúde das pessoas e `degradação ambiental, já que o mercúrio é um metal tóxico e extremamente volátil”, acrescenta Sebben.

 

A legislação europeia para lâmpadas e mercúrio – e o modelo da Espanha

 

Na Europa, já existe um modelo implantado para o manejo do mercúrio reaproveitado. A legislação europeia determina que os resíduos de mercúrio metálico só podemser armazenados por até cinco anos, e após este período devem ser recuperados e reconvertidos para outros usos. Entretanto, como é proibida a exportação e a importação de mercúrio na União Europeia, visando eliminar seu comércio transfronteiriço, há um excedente deste metal no continente – o que obrigou o continente a desenvolver tecnologias para seu armazenamento permanente. “A União Europeia quer ter certeza dos métodos mais seguros para o armazenamento permanente do mercúrio e evitar a reversibilidade deste tipo de metal pesado”, disse no encontro em Brasília o representante do Centro Tecnológico Nacional de Descontaminação de Mercúrio da Espanha, Manoel Ramos.

Nesse contexto, os espanhóis assumem posição de destaque devido ao seu longo histórico de extração de mercúrio nas minas de Almadén – a maior e mais importante do mundo, da qual se estima ter sido retirada 30% da matéria-prima de mercúrio na história da humanidade. Como a atividade de extração de mercúrio foi encerrada na Europa, a mina foi transformada em umparque histórico e cultural, voltado ao turismo e ao resgate da história daregião a partir da economia extrativista.

Segundo Ana Garcia González, do Ministério da Agricultura, Alimentação e Meio Ambiente da Espanha, o país atualmente desenvolve novas tecnologias para estabilização do mercúrio recuperado e excedente, viabilizando um armazenamento seguro para as próximas gerações. “A tecnologia de estabilização, resultado das pesquisas em desenvolvimento pelo Centro Tecnológico Nacional de Descontaminação desde 2006, permite a estabilização do mercúrio em uma espécie de pedra monolítica com até 150 vezes menos emissão de mercúrio que o próprio cinábrio, mineral do qual é extraído o metal”, destacou. O monolito resultante do processo de estabilização é um material inerte, mais resistente que o concreto e com baixas porosidade e impermeabilidade, o que garante segurança para o armazenamento permanente do mercúrio. Para Sebben, esse projeto é muito importante para a Europa, onde existem políticas e práticas bem alinhadas visando o desuso do mercúrio e sua eliminação do mercado. “No caso do Brasil, antes de se pensar em estabilização, é necessário avançar nas políticas de gerenciamento e no tratamento dos resíduos mercuriais. Ainda temos um consumo muito grande de mercúrio desperdiçado no país, pois não possuímos um tratamento adequado de seus resíduos, o que inviabiliza sua recuperação. Portanto não há mercúrio excedente no país quejustifique seu armazenamento permanente ou estabilização como acontece na Espanha. Em primeiro lugar, devemos tratá-lo e recuperá-lo para reuso”, destaca o especialista brasileiro.

Graças a este estágio de desenvolvimento no setor, o descarte responsável e o gerenciamento adequado das lâmpadas fluorescentes também já são realidade na União Europeia. Diferentemente do Brasil, que ainda está por implementar seu sistema de Logística Reversa, a Espanha já possui 8 mil pontos de coleta de lâmpadas distribuídos por todo país. Conforme Alberto Rodriguez, da Associação para Reciclagem de Lâmpadas da Espanha, o país já recolhe 40% dos resíduos de lâmpadas fluorescentes, encaminhando-as para descontaminação e reciclagem, com recuperação do mercúrio contido nesses produtos. “A meta é chegar a 45% até 2013”, informou. Rodriguez explica que o processo de descontaminação existente hoje na Espanha compreende a classificação dos diferentes tipos de lâmpadas, seguido de corte para separação dos terminais e partes recicláveis, e por fim, destilação dos materiais que ainda contém mercúrio. “Trata-se do mesmo processo realizado pela Apliquim Brasil Recicle, o que confirma que estamos operando com tecnologia capaz de buscar sustentabilidade no tratamento das lâmpadas que contem mercúrio, além de já praticarmos os preceitos da logística reversa que ocorre no mundo todo”, observa Sebben.

Fontehttp://www.rumosustentavel.com.br/

Para Idec, chegou a hora de implantar logística reversa para sacolinhas de supermercado

Consumidores poderiam adquirir sacolas reutilizáveis, contribuindo com sua parte, e supermercados deveriam implementar sistema de troca gratuito de sacolas retornáveis já danificadas por novas sacolas retornáveis

O CSMP (Conselho Superior do Ministério Público de São Paulo) não aprovou o TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) que proibia a distribuição de sacolas plásticas no estado de São Paulo nesta terça-feira (19/6). Com essa decisão, os supermercados poderão voltar a distribuir embalagens gratuitas aos consumidores.

“Como já manifestou anteriormente, o Idec entende que é chegado o momento de uma solução definitiva para a questão das sacolas plásticas. Em plena Rio +20 (Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável), é preciso que os custos para uma economia sustentável sejam divididos”, explica o gerente técnico do Idec, Carlos Thadeu de Oliveira.
A perspectiva da extinção das sacolinhas descartáveis já existia desde maio de 2011, quando a Apas (Associação Paulista de Supermercados) firmou acordo com a Secretaria do Meio Ambiente de São Paulo.
Em janeiro de 2012, o TAC tentou minimizar os prejuízos imediatos ao consumidor quando ele se viu obrigado a comprar sacolas biodegradáveis. O documento proibiu a venda dessas sacolas e estendeu por mais dois meses a distribuição gratuita de sacolas convencionais para que o consumidor se acostumasse com o fim dessa conveniência. Após o prazo seria obrigatória a venda de sacolas reutilizáveis. O TAC estipulou também que deveria haver sempre sacolas reutilizáveis vendidas ao valor de R$0,59, pelo menos.
Tal atitude fez com que as sacolas descartáveis fossem eliminadas, porém o custo das sacolas retornáveis foi repassado ao consumidor. Por esta razão, o CSMP julgou que o problema não foi solucionado de maneira favorável ao consumidor e ressaltou a importância da retomada dessa discussão. Ao não homologar o TAC, o CSMP não aprovou o arquivamento do inquérito civil público e, para preservar a convicção do promotor que decidiu pelo arquivamento, passará os autos do inquérito civil público a outro promotor para retomar as investigações.
Do ponto de vista do Idec, a situação instaurada não poderia mesmo ser definitiva, já que o setor supermercadista não arcou com custo nenhum da medida.
Logística reversa
Apesar da proibição de sacolas plásticas ser uma boa medida para o consumo sustentável, gerou insatisfação generalizada.
“Ao invés dos consumidores terem sido ostensivamente informados e estimulados a cooperar com a redução na geração de resíduos, muitos se sentiram penalizados pela exclusão do direito de optar. E sobretudo, não tiveram o devido acesso a alternativas mais sustentáveis que despertariam o senso de cooperação entre os consumidores”, explica a pesquisadora do Idec, Adriana Charoux.
Para a implantação de um sistema no qual as sacolas descartáveis sejam extintas, o custo deve ser compartilhado entre consumidores e fornecedores.
“Os consumidores poderiam adquirir, de início, sacolas reutilizáveis, contribuindo com sua parte, e os supermercados, por sua vez, deveriam implementar um sistema de troca gratuita, ou com desconto significativo, de sacolas retornáveis já danificadas por novas sacolas retornáveis” exemplifica Oliveira.
Essas novas sacolas seriam entregues ao consumidor a custo zero ou muito baixo, pois ele já pagou sua parte no início. Com a logística, os supermercados podem comercializar o plástico das sacolas danificadas, minimizando seus custos, e o setor do plástico pode obter mais facilmente matéria-prima para novas sacolas, de maneira muito mais racional. O saldo é positivo: novos negócios gerados, menos danos ao ambiente e educação ambiental e conveniência para o consumidor.
“Esta é a solução que deve, agora, ser buscada pelo setor privado e pelas autoridades”, finaliza Oliveira.

Alvarez quer compromisso das empresas com logística reversa

O setor privado deve assumir metas mais ousadas de redução de emissões de dióxido de carbono, afirmou o secretário-executivo do Ministério das Comunicações, Cezar Alvarez, no seminário “Banda larga e TICs para sociedades inteligentes, inclusivas e sustentáveis”, realizado durante a Rio+20, conferência das Nações Unidas sobre desenvolvimento sustentável. Segundo ele, a principal lacuna para a sustentabilidade no setor está no engajamento dos atores na Política Nacional de Resíduos Sólidos, que estabelece responsabilidades de empresas privadas com o descarte adequado e a reciclagem de aparelhos e componentes. “Temos que avançar na logística reversa, que não pode ficar a cargo apenas dos fabricantes,” alertou.

Alvarez destacou ainda a importância da transmissão mais rápida e em maior quantidade de dados para viabilizar a transição para uma economia de baixo carbono. “Com recursos que limitam a necessidade de deslocamentos, como a videoconferência e o home office, a tecnologia de informação torna-se essencial para reduzir impactos ambientais,” argumentou.

Alvarez mostrou entusiasmo com o trabalho da UIT e com as possibilidade de organização política por meio das redes sociais, blogs e organizações populares, possível com a disseminação da banda larga, e não poupou críticas ao documento da associação européia de operadoras, que defende a cobrança de uma taxa de internet.

Alvarez admite os riscos trazidos pelo crescimento exponencial do volume de tráfego na web, e chegou a citar um artigo que classifica as redes sociais e provedores de conteúdode ‘devoradores de tréfego’, mas espera que um entendimento permita a sobreviência do modelo baseado em facilidade de acesso e gratuidade da maior parte dos serviços.

Ele ainda comemorou a menção à importânca da banda larga e das TICs na proposta de documento final da Rio+20. Primeiro orador do seminário sobre sustentabilidade e TICs, Alvarez lembrou a carta aberta da União Internacional das Telecomunicações (UIT) aos dirigentes do G-20 (grupo dos países mais desenvolvidos e dos principais mercados emergentes do planeta), que convoca os governos a investirem o necessário para que os cidadãos tenham acesso pleno aos sistemas de informação.

Fontehttp://telesintese.com.br

Comissão rejeita logística reversa para resíduos tecnológicos

A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio rejeitou, na quarta-feira (11), o Projeto de Lei 2045/11, do deputado Penna (PV-SP), que regulamenta a logística reversa de resíduos tecnológicos, como baterias e computadores.

A rejeição foi pedida por parlamentares que entendem que a Lei de Resíduos Sólidos (Lei12.305/10) já obriga as empresas a implantar a política de logística reversa (retorno de produtos descartados para a fábrica).

O deputado Guilherme Campos (SP), líder do PSD, ponderou que a lei ainda é recente e está sendo aos poucos aplicada, mediante a construção de acordos entre o Poder Público e a iniciativa privada. Para ele, uma mudança agora poderia atrapalhar as negociações. “A mudança na legislação pode ser um complicador para o que está sendo construído. Isso cria insegurança e instabilidade para a correta aplicação da lei.”

Já o deputado Afonso Florence (PT-BA) lembrou que o assunto pode ser tratado por meio de decreto do Executivo. O relator da proposta, deputado Mandetta (DEM-MS), chegou a apresentar um parecer pela aprovação da proposta, com substitutivo, que acabou vencido na votação.

Tramitação
Sujeito à análise do Plenário, o projeto ainda será examinado nas comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Tolerância zero com o lixo

Trata-se do conceito da logística reversa: quem gera resíduos deve criar meios de viabilizar sua coleta e seu retorno à indústria para reaproveitamento ou destinação ambientalmente adequada. “É uma forma de estimular a empresa a rever processos e alongar a vida útil dos produtos”, diz Alessandra Caiado, consultora de materiais sustentáveis, de São Paulo. Embora já existam regras para o encaminhamento do entulho, a lei federal colocou o assunto em voga. ” 

Até 2013 abriremos um canal de comunicação com o cliente para retirar placas usadas”, conta Paulo Vinicius Jubilut, diretor executivo da Remaster, que hoje recolhe as sobras da instalação de seus pisos de polipropileno. No setor de tintas, a Coral experimenta uma parceria com o home center C&C na capital paulista. A loja criou um espaço para receber latas de tinta usadas – depois de limpas, serão encaminhadas à Gerdau (produtora de aço) para reciclagem. 

FAÇA A SUA PARTE! 
Apoiar sistemas de logística reversa reduz os impactos da geração de lixo, a pressão pela extração de matérias-primas virgens e o consumo de energia, água e combustíveis fósseis. Nesse contexto, o consumidor participa ao privilegiar produtos feitos de componentes já reciclados e fabricantes que pratiquem políticas de recolhimento e reciclagem de resíduos na ponta de sua cadeia. 

No entanto, para Newton Figueiredo, presidente do Grupo Sustentax, a maior responsabilidade ainda cabe ao fabricante. “Antes de exigir consciência na escolha dos consumidores, o mercado deve fornecer todas as informações para que ele faça a melhor compra.”

Fontehttp://planetasustentavel.abril.com.br

Distorções de normas podem atrapalhar sucesso da logística reversa no Brasil, avalia especialista…

Brasília – O sucesso da logística reversa no Brasil que, de acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), deve estar implantada até 2015, pode esbarrar nas distorções das normas, segundo avaliação do economista Sabetai Calderoni, que preside o Instituto Brasil Ambiente e o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Sustentável.

O especialista em economia ambiental alerta para pontos que definiu como equivocados, como o tratamento previsto para pilhas, baterias e material eletrônico. Neste caso, segundo Calderoni, a política determina que a indústria recicle 100% do material utilizado, devolvido pelo comércio. Uma meta, na avaliação dele, difícil de ser monitorada. “Ninguém vai controlar quanto o consumidor mandou para o comércio e quanto o comércio mandou para a indústria. É uma falsa meta. É uma forma de burlar a intenção da lei”, disse o economista.

Calderoni, no entanto, cita pontos positivos. A determinação de procedimentos sobre pneus é um exemplo que pode garantir o sucesso da medida. Pela proposta, a indústria teria que reciclar 5 pneus, a cada 4 que produzir. “Ou seja, vai reciclar os quatro que produziu e mais um que estava no estoque, acumulado por um período anterior à existência da lei”, disse.

O economista acredita que a resposta dos consumidores a estímulos econômicos pode ser um das soluções para o sucesso na aplicação da logística reversa. A ideia é reproduzir incentivos como o praticado há anos no caso de garrafas de bebidas. “Se eu disser que uma pilha nova fica mais barata, se você levar e entregar a pilha velha, as pessoas vão se interessar em levar a pilha e não jogar fora. A mesma coisa com a lâmpada, o computador, celular e as baterias em geral. E não precisa custar mais caro para a indústria, que pode aumentar o preço um pouco para quem não faz a entrega”, explicou.

Pelas contas de Calderoni, o custo não seria maior nem no caso do transporte desse material utilizado, já que as fábricas poderiam usar o mesmo veículo que leva a mercadoria nova para o comércio para recolher o produto descartado. A reciclagem desses produtos exige um investimento em processamento do material. Mas, pela avaliação do economista, esse custo seria compensado com a energia ou com a matéria-prima que essa reciclagem pode trazer para os fabricantes.

“Se no final da conta [o fabricante] tiver prejuízo, é responsabilidade de quem produziu. Ele tem que começar a fazer a conta. O produtor não pode privatizar lucros e socializar perdas para o meio ambiente e para as pessoas e não arcar com os custos disso”, disse.

Fonte:  http://correiodobrasil.com.br

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 763 outros seguidores

%d bloggers like this: