Logística reversa ganha impulso

Até 2014, todos os fabricantes, distribuidores e vendedores de materiais agrotóxicos, pilhas, baterias, pneus, óleos lubrificantes, lâmpadas e eletroeletrônicos devem estabelecer estratégias para o destino correto destes produtos após serem utilizados. Com isso, os transportadores de cargas que exercem logística reversa podem ampliar sua atuação no mercado realizando esta ponte entre os consumidores de cada item e empresas responsáveis pelos materiais.
Segundo Paulo Roberto Leite, presidente do Conselho de Logística Reversa do Brasil (CLRB), graças à nova lei o setor deverá crescer bastante nos próximos anos e a área de transportes possui importância fundamental para o segmento. “Costumo dizer que os materiais e produtos não sabem ainda se deslocar sem o transporte, o setor representa cerca de 50% a 60% dos custos logísticos na prática reversa”, explica Leite. Para o presidente do CLRB, o primeiro passo que o transportador de cargas deve dar para atender a essa nova demanda do transporte é se familiarizar com o tema. “Inicialmente é necessário entender que não basta transportar, pois a logística reversa é mais complexa e requer maiores conhecimentos por parte de todos os envolvidos no retorno de produtos, sejam eles usados ou ainda não utilizados”, explica Paulo Roberto.
Na visão do especialista, os desafios que as transportadoras devem enfrentar para trabalhar com o segmento são “conhecimento dos processos e da importância das atividades na logística reversa, deixar de considerá-la simples e de menor importância”. Para ele, dessa forma as empresas que chegarem primeiro e desenvolverem práticas com seus clientes certamente os servirão da melhor forma no futuro e consequentemente ganharão a fidelização dos consumidores.
Já Adalberto Panzan, presidente do conselho deliberativo da Associação Brasileira de Logística (Aslog) aponta a questão da regulamentação para como uma das dificuldades para atuar no segmento. “Hoje você retorna com embalagem residual de produto perigoso e pode ser parado por técnicos do Ibama, mesmo estando regular. É preciso conversar com os órgãos ambientais que não são regidos pela resolução do setor, feita pela Agência Nacional de Transportes Terrestres”, argumentou Panzan. O executivo ainda falou sobre a ampliação do mercado de logística reversa com a nova determinação “apesar de não existir um conhecimento global do que é a logística reversa, vemos no setor um business fantástico, uma oportunidade da ampliação do portfólio de serviços junto a clientes existentes. Já temos o conhecimento logístico no envio, podemos utilizá-lo no retorno”.

*Com informações da Confederação Nacional dos Transportes

Fonte: Portal o Carreteiro

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