Movimentação da cadeia de logística reversa é estimada em R$ 18,5 bilhões

​A adequação da cadeia atual de logística às exigências de recolhimento, separação, transporte e reprocessamento dos resíduos gerados pelo consumo vai movimentar um total estimado em R$ 18,5 bilhões. A estimativa feita pelo presidente do Conselho de Logística Reversa do Brasil (CLRB), Paulo Roberto Leite, é de que entre 40% e 50% (R$ 8 e R$ 9 bilhões) correspondam à movimentação de recursos dentro do setor de transporte.

Leite foi um dos palestrantes do Seminário sobre Logística Reversa e o Setor Transportador, organizado pelo Programa Despoluir, da Confederação Nacional do Transporte (CNT). Ele falou sobre a importância do transporte na logística reversa sob a perspectiva da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).

O especialista explicou que esse cálculo considera todos os serviços relacionados à logística reversa como coleta, transporte, armazenamento e destinação final, e sua relação com o Produto Interno Bruto (PIB, a soma das riquezas produzidas no país). A cadeia inclui entre 12 e 20 itens de prestação de serviços, em segmentos econômicos que devem ser beneficiados fortemente pela economia da reciclagem.

Para o presidente da CLRB, a nova realidade será “um enorme desafio para o transportador” e também uma oportunidade de negócios. O cenário traçado por Paulo Leite com dados de 2010 mostra o potencial do mercado brasileiro para reciclagem: são 53 milhões de televisores nas residências e em empresas, 23 milhões de máquinas de lavar, 2,5 milhões de veículos novos por ano e 185 milhões de telefones celulares.

Também participaram do seminário o diretor executivo da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Bruno Batista; a gerente de Resíduos Perigosos do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Zilda Veloso; o presidente do Conselho Deliberativo da Associação Brasileira de Logística (Aslog), Adalberto Panzan; o gerente de operações da empresa ADS Logística, Bruno Fernandes; e  Ricardo Fogos, chefe de encomendas dos Correios. As palestras foram assistidas por  técnicos de instituições públicas e de empresas privadas.

Fontehttp://www.cnt.org.br

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