Logística reversa: Um novo desafio para as organizações.

Com as constantes mudanças ocorridas no dinâmico e complexo mercado em que atuam as organizações, a logística empresarial, vem ganhando cada vez mais destaque, uma vez que contribui de forma significativa para o processo de gestão de qualidade, padronização e melhoria dos processos, redução de custos, redução do tempo gasto para produção e/ou execução de atividades e maior eficiência em todo o fluxo logístico do produto, desde a aquisição da matéria-prima até (ponto de origem), até o consumidor final (ponto de consumo).

Diante da atual realidade vivenciada pelas organizações e da intensa concorrência entre elas, a logística torna-se ferramenta indispensável para o auxílio aos gestores tornando-se um diferencial competitivo, capaz de fortalecer a imagem institucional, a marca de um determinado produto, atribuir agregação de valor a produtos e serviços e principalmente proporcionar a redução de custos na aquisição de novos insumos utilizados para o abastecimento da cadeia de suprimento.

Dessa maneira, fica claro que as organizações é que tem que se adequar ao mercado e não o mercado se adequar a realidade distinta de cada uma delas. E é dessa adequação que dependerá a sobrevivência dessas organizações. Na verdade, sobreviverão aquelas que possuírem a maior capacidade de inovar, de se antecipar a situações futuras, de se adaptar rapidamente as tendências globais e as incertezas da nova administração organizacional.

Tomando como base as considerações já feitas até aqui, fica clara a percepção da importância estratégica da logística para o contexto organizacional. No entanto para entendermos o processo reverso, é necessário que primeiro, entendamos o processo logístico direto. Para Ballou:

A logística empresarial é um processo que abrange todas as atividades de movimentação e armazenagem, que facilitam o fluxo de produtos da origem da matéria-prima até seu consumo final, bem como os fluxos de informação, com o propósito de providenciar níveis de serviços adequados aos clientes a um custo razoável. (BALLOU, 1995, p.24).

Nesse sentido, podemos compreender a abrangência da logística dentro de uma organização e perceber a grandiosa importância que o seu gerenciamento possui para o alcance de objetivos pré-estabelecidos, bem como mensurar os resultados positivos do seu eficaz gerenciamento.

Inversamente, temos a logística reversa, que se preocupa com o retorno dos produtos, embalagens ou materiais ao seu centro produtivo, com foco na sustentabilidade, na produção limpa e posterior redução dos impactos ambientais. Segundo Rogers e Tibben-Lembke:

A logística reversa é definida como o processo de planejamento, implementação e controle da eficiência, do custo efetivo do fluxo de matérias-primas, estoques de processo, produtos acabados e as respectivas informações, desde o ponto de consumo até o ponto de origem, com o propósito de recapturar valor ou adequar o seu destino. (ROGERS, Dale S.; TIBBEN-LEMBKE, Ronald S. , 1999).

O processo logístico reverso gera materiais reaproveitados, que voltam novamente ao processo logístico direto.

O processo reverso, envolve uma série de atividades que a empresa realiza para coletar, separar, embalar e expedir itens usados, danificados ou obsoletos dos pontos de consumo até os locais de reprocessamento, revenda ou descarte.

É evidente que para cada situação de estado do produto retornado, haverá uma alternativa específica de modo que o mesmo possa ser reaproveitado e inserido novamente no processo logístico direto.

Observa-se então que o processo reverso consiste basicamente em gerir da melhor forma possível os produtos depois de vendidos ou utilizados pelo consumidor final, quando esses retornam ao seu centro produtivo. Então de que forma é feito esse retorno?

Falando-se de logística reversa, existem os canais de distribuição reversos, são eles: canal pós-venda e pós-consumo.

Os canais de distribuição reversos compreendem basicamente o ocorrido com o produto após contato com o consumidor final. No pós-venda, geralmente o produto volta ao centro produtivo por motivos de avarias, defeitos e/ou insatisfação dos clientes. Já no pós-consumo, os produtos retornam por conseqüências de preservação e redução de impactos ambientais e também ajudam na redução de custos para aquisição de novos insumos usados no processo produtivo.

A logística reversa é tida como um novo desafio para as organizações da atualidade. Conforme explorado nessa dissertação, podemos observar as dificuldades que os gestores têm em administrar as etapas do gerenciamento do fluxo reverso.

No entanto, percebemos também a necessidade que as organizações possuem em se adequar a essa nova realidade, o que é vital para sua sobrevivência no mercado.

O que se espera com essa nova forma de administrar o destino dos produtos inseridos no mercado pelas organizações, é que elas atuem com maior consciência ambiental, com maior otimização na redução de custos e gerenciamento de processos, fortaleçam sua imagem e suas marcas e contribuam significativamente para a bem comum da sociedade, atendo ao perfil do novo consumidor.

Fontehttp://www.administradores.com.br

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