Logística reversa ganha mercado no Brasil

O setor de logística começa a ser beneficiado no Brasil pela lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em agosto deste ano, após duas décadas de tramitação no Congresso Nacional. A procura pelos serviços de logística reversa (a volta dos produtos aos fabricantes, após o descarte pelos consumidores) já está em crescimento. A multinacional CEVA Logistics acaba de fechar um contrato no Brasil com a Belmont Trading, empresa especialista na recuperação e reciclagem de produtos eletrônicos, para recuperar 5 mil unidades de computadores por mês. A expectativa da companhia é crescer 15% neste setor em 2010.
A Política Nacional de Resíduos Sólidos, que aguarda regulamentação, prevista ainda para este ano, responsabiliza a indústria pelo recolhimento de produtos eletrônicos, pneus, lâmpadas fluorescentes, entre outros. “Com a nova lei, teremos uma alta forte na demanda por serviços de logística reversa. Já estamos começando a crescer de forma substancial e o Brasil, como um todo, tem bastante a melhorar neste sentido”, afirma Milton Pimenta, diretor de Desenvolvimento de Negócios para o Setor de Tecnologia da CEVA.

Presente em 170 países, a CEVA possui 60 filiais distribuídas pelo Brasil e gerencia 430 mil metros quadrados de área de armazenagem. O acordo firmado com a Belmont prevê o armazenamento, triagem e recuperação de computadores, com a limpeza de dados, para uma grande fabricante de PCs. As máquinas com condições de voltarem ao mercado serão devolvidas à fabricante e as demais serão encaminhadas para a reciclagem. O contrato tem a duração de dois anos, até agosto de 2012. “Embora a previsão inicial seja de trabalhar com 5 mil computadores por mês, acreditamos que possamos chegar a 15 mil unidades. Também estamos buscando, também em parceria com a Belmont, novas empresas para oferecermos esse tipo de serviço”, diz Pimenta.

Trabalho, em teoria, não vai faltar. Segundo relatório da ONU, o Brasil gera 0,5 kg de resíduos sólidos vindos de PCs por habitante anualmente. Além disso, as vendas de computadores no país crescem na casa dos dois dígitos. No primeiro semestre deste ano, a alta foi de 20%, alcançando 6,2 milhões unidades vendidas pela indústria, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). “Nesse cenário, o potencial de descarte cresce bastante. Começamos a ser procurados para serviços de logística reversa mais intensamente entre 2008 e 2009 e para este ano esperamos um crescimento de 15% na área”, afirma o executivo.

Apesar de a tendência ser de alta para o setor em todas as áreas da indústria de eletroeletrônicos, por ora, são os segmentos ligados à tecnologia que mais estão apostando na logística reversa. “Somos mais procurados, por enquanto, por empresas de telecomunicações e computadores”. É o início de uma nova fase para logística no Brasil, com novos horizontes e muito ainda para se conquistar.

Fonte: http://epocanegocios.globo.com

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