A Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS e Princípio da Gestão Compartilhada

O Brasil produz 161.084 mil toneladas de resíduos sólidos urbanos (lixo) por dia. A situação atual exige soluções para a destinação final do resíduo no sentido de aumentar a reciclagem e diminuir o seu volume, ou seja, é preciso ter menos lixo e só enviar para os aterros os rejeitos. O terreno para a construção de políticas é fértil, uma vez que o País apresenta uma boa cobertura de coleta dos resíduos sólidos urbanos, da ordem de 97%, embora o destino inadequado dos mesmos seja elevado. Atualmente, 59% dos municípios brasileiros dispõem seus resíduos em lixões.

A Lei de Saneamento Básico é um marco para a criação de possíveis iniciativas públicas com relação aos resíduos sólidos. A Política Nacional de Resíduos, disciplina a coleta, o destino final e o tratamento de resíduos urbanos, perigosos e industriais, entre outros. O texto da lei estabelece diretrizes para reduzir a geração de lixo e combater a poluição e o desperdício de materiais descartados pelo comércio, pelas residências, pelas indústrias, por empresas e hospitais. Harmoniza-se ainda com a Lei de Saneamento Básico e com a Lei de Consórcios Públicos. De igual modo, está inter-relacionada com as Políticas Nacionais de Meio Ambiente, de Educação Ambiental, de Recursos Hídricos, de Saúde, Urbana, Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior, e as que promovam a inclusão social.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos trata da Logística Reversa, um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a facilitar a coleta e o retorno dos resíduos sólidos aos seus geradores para que sejam tratados ou reaproveitados em novos produtos, na forma de novos insumos, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, visando a não geração de rejeitos. Ou seja, é o retorno dos resíduos (agrotóxicos, pilhas e baterias, pneus, óleos lubrificantes, sacolas plásticas, entre outros) pós-venda e pós-consumo.

O compartilhamento de responsabilidades e o estímulo econômico para atividades de reciclagem e destinação apropriada dos resíduos são tratados em toda a proposta. O documento institui o princípio de responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, abrangendo fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes, consumidores e titulares dos serviços públicos de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos.

Estados e municípios contam com o apoio do governo federal para desenvolverem seus planos de desenvolvimento urbano a partir de variáveis ambientais. Entre elas, a promoção de coleta seletiva, construção de aterros sanitários, eliminação de lixões, manejo de materiais de construção descartados e o fortalecimento da realização de consórcios municipais para atuação conjunta nessas áreas.

Por: Carlos Antonio Soares/Agência de Notícias do Estado do Paraná

Fontehttp://www.administradores.com.br

Lixo: todos produzem, todos cuidam

Agora somos todos responsáveis pelo descarte de resíduos no país. Tanto quem produz, como quem consome. Por isso, é cada vez mais vital que estejamos bem informados, não só sobre detalhes da nova lei, como, também, sobre como descartar qualquer produto, de forma correta. E mais: com a consciência de que é preciso consumir cada vez menos.

- Computadores e outros eletrônicos encostados em casa podem ser doados a empresas e projetos que recuperam e doam esses equipamentos para escolas. Material sem recuperação segue para a reciclagem.

– Lâmpadas fluorescentes contêm mercúrio, um metal pesado, e por isso devem ser enviadas para reciclagem específica. As incandescentes, halógenas e de sódio de baixa pressão podem ser recicladas normalmente, mesmo quebradas.

NÃO RECICLÁVEIS 
Você sabe que alguns materiais e produtos não podem ser reciclados de jeito nenhum? Neste caso, o único destino possível é o aterro sanitário ou o lixão.” Mas claro que tudo depende do local onde você mora. Há lugares no Brasil que pouco reciclam e outros nos quais a coleta está bem avançada. Portanto, informe-se com a prefeitura e as cooperativas sobre as possibilidades de sua região e separe o lixo de acordo com essa orientação”, explica Patrícia Blauth, da ONG Menos Lixo. Se tiver disposição, que tal ampliar essas possibilidades e iniciar uma campanha de conscientização em seu bairro ou na sua cidade? Abaixo, indicamos o que geralmente não dá para reciclar:
PAPÉIS
- papéis com muita cola, como adesivos tipo “post-it”, etiquetas, fitas crepe e “durex”. A consultora da Menos Lixo explica: “Um envelope com etiqueta e selo é aceito; embora a dica educativa a ser dada é pela simplificação: envelopes sem janela de celofane”;
– papel carbono, celofane e manteiga;
– guardanapos, papel toalha e papeis higiênicos usados;
– papéis metalizados, parafinados e plastificados;
– fotografias;
– recibos de cartão de crédito e débito. Por isso, é mais legal recusar a sua cópia.
PLÁSTICOS 
– filmes plásticos que embalam objetos e alimentos, limpos ou usados;
– cabos de panela;
– isopor, mas algumas cooperativas aceitam o de embalagens de eletrodomésticos, apenas;
– teclados de computador;
– acrílicos;
– esponjas e espumas, como as usadas em travesseiros, colchões e almofadas;
– sacolas e sacos plásticos sujos, mas checar com prefeituras e cooperativos se os limpos podem ser reciclados.
VIDROS
- espelhos;
– cristais;
– vidros temperados;
– ampolas de medicamentos
– artigos feitos com fibra de vidro, que é usada na fabricação de cestos de lixo, baús de motos, barcos etc;
– lentes de óculos.
OUTROS 
– cerâmicas, louças e porcelanas;
– tecidos naturais e sintéticos tipo TNT, Perfex e Tyvek;
– cotonetes, fraldas e absorventes, limpos ou usados;
– cortiças: painéis ou rolhas de bebidas;
– peças de couro como sapatos, cintos e bolsas, entre outros;
– peças de fibras vegetais como vime, palha, etc.
– blisters (cartelas de remédio) e remédios podem ser entregues em farmácias que promovem essa coleta;
– pilhas e baterias devem ser descartadas em pontos de coleta especializados
– seringas, algodões e gazes usados.

PLÁSTICO NO MAR 
Um dos grandes problemas das sacolas plásticas no mundo é que cerca de 0,5 % delas acaba em rios, lagos e oceanos. Parece pouco, mas são quase 90 milhões de sacolinhas ao ano que chegam aos mares do mundo, muitas vezes em forma de fragmentos. Além de formar uma fina camada de lixo plástico na água, são ingeridos por animais marinhos, que acabam morrendo.

Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br

Logística reversa de latas e pets será utilizada no SWU 2011

Logística reversa de latas e pets será utilizada no SWU 2011

Uma parceria inédita entre o Grupo Totalcom, idealizador do SWU, e a RE9 Recicle – Máquinas de Reciclagem vai oferecer aos convidados do Festival a oportunidade de conhecer a Reverse Vending Machines (RVMs), que automatiza a coleta, triagem e compactação de materiais recicláveis.

As RVMs foram criadas para facilitar a coleta seletiva empregando o conceito de educação ambiental e sustentabilidade. As RVMs são de fácil utilização e os profissionais da RE9 Recicle estarão ao lado das máquinas para explicar as funcionalidades dos equipamentos. Além de latas de alumínio, e garrafas PET as RVMs também recebem embalagens plásticas, e futuramente estarão habilitadas para receber pilhas e aparelhos de celular, que poderão ser selecionados por meio da leitura de código de barras, dependendo da ação promocional da empresa contratante. Telas de LCDs na parte frontal das máquinas podem ser utilizadas para a utilização de patrocínio, agregando à marca anunciada o conceito de mídia sustentável.

Para Carlos Prado, diretor executivo da RE9, é uma grande oportunidade estar no Festival mostrando um conceito inovador de Reverse Vending Machine ao Brasil e à América Latina, para um público extremamente focado na sustentabilidade. “Nossas máquinas vão além da triagem, por códigos de barras, separação e redução dos volumem de resíduos, trazem uma ideia totalmente inovadora ao mercado mundial. Possibilitaremos por meio dos LCDs frontais que nossos clientes mostrem aos seus consumidores finais, não somente sua linha de produtos, mas também suas preocupações e ações com relação à preservação do meio ambiente e sustentabilidade”, completou.

Os equipamentos estarão disponíveis no Festival SWU 2011 somente no Fórum Global de Sustentabilidade (duas unidades) e no Lounge Vip (uma unidade), locais específicos para demonstração das máquinas para um público ligado à sustentabilidade. “No local exibiremos vídeos institucionais visando a educação ambiental, buscando uma melhor interação entre as empresas e a sociedade, auxiliando no desenvolvimento e educação de nosso País”, concluiu Prado.
Sobre a RE9 Recicle – Máquinas de Reciclagem

A Re9 possui soluções que ajudam o mercado empresarial em geral a oferecer uma alternativa mais eficiente e eficaz de melhoria dos atuais sistemas de coleta seletiva e de sistemas de reciclagem de materiais, direcionando o tráfego e aumentando a fidelização de clientes e prospectes. Com programas específicos e direcionados de publicidade, branding e oportunidades promocionais cruzadas que incentivam o sistema de Política Reversa.
Proporcionamos sistemas que trarão economia de espaço e de mão de obra dedicados à recuperação de embalagens recicláveis em geral. Nossas soluções de reciclagem também podem servir como fonte de receita e um veículo para estimular vendas de outros produtos, através de mídias direcionadas.Proporcionamos sistemas que trarão economia de espaço e de mão de obra dedicados à recuperação de embalagens recicláveis em geral. Nossas soluções de reciclagem também podem servir como fonte de receita e um veículo para estimular vendas de outros produtos, através de mídias direcionadas.

Fonte: http://valorecologico.com

 

De empresários a catadores todos querem uma solução para os resíduos sólidos

Em dois dias de intensos debates na 2ª Audiência Pública realizada na região Sul sobre o Plano Nacional de Resíduos Sólidos, representantes da sociedade civil, dos catadores e dos empresários do setor discutem cada proposta do documento-base, elaborado pela Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do MMA e fundamentado no diagnóstico da atual situação dos resíduos sólidos no Brasil, realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Em Curitiba (PR), o grupo que trata sobre resíduos sólidos urbanos e inclusão dos Catadores de Materiais Recicláveis reflete o grande interesse dos participantes pelos temas apresentados.

Todos querem aprofundar informações sobre temas como logística reversa, responsabilidade compartilhada, sobre o fim dos lixões previsto para 2014, sobre os aterros sanitários, reciclagem, novas tecnologias, educação ambiental e resíduos perigosos. Os debates ampliam divergências, mas também aproximam visões de mundo antes antagônicas. Os catadores, por exemplo, reivindicam ações governamentais para que o processo de inclusão seja mais rápido. Os empresários esperam a entrada no mercado de novas tecnologias que possam garantir uma maior eficiência aos negócios.

O catador gaúcho, de Novo Hamburgo, Podalírio de Souza, na atividade há 18 anos, quer que o Governo olhe mais pelo setor. Segundo ele, no momento, as ações pró-catador estão meio lentas. “Há dois anos, a gente teve um grande salto. O pessoal da minha cooperativa, por exemplo, passou de uma renda de cerca de R$ 200 por mês para R$ 1.600″.

Podalírio afirma que a vida dos catadores melhorou depois da veiculação da campanha “Separe o lixo e acerte na lata”. Para ele, também é muito importante o Governo Federal propiciar o debate sobre o Plano Nacional de Resíduos Sólidos. “Acredito muito nessa iniciativa. Estou aqui representando meus companheiros da cooperativa. Tudo que eu aprender aqui vou repassar a todos”, disse.

O gestor Cláudio Caneshi, representante da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável de Santa Catarina, acredita que a audiência é muito válida porque é uma oportunidade de uma intensa troca de ideias. De acordo com ele, o tema resíduos sólidos vem mexendo muito com a população brasileira, despertando um interesse incomum entre as pessoas. “Por isso, o Governo tem que tomar providências para propor ações para o setor”.

O secretário de Meio Ambiente de Candiota, município localizado na fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai, Haroldo Quintana, diz que está participando do processo das audiências públicas porque busca informações com relação aos aterros sanitários, principalmente no que diz respeito ao financiamento para a construção de centros de triagem. Ele também acredita que o momento é essencial para a troca de informações entre Governo e sociedade. “Agora, as pessoas estão começando a ter conhecimento sobre as questões do meio ambiente. As informações estão se expandindo Hoje, todo mundo discute sobre resíduos”.

Quintana quer que o Governo Federal explique porque os aterros privados dão certo e os aterros públicos acabam se transformando em lixões. Ele sabe que a resposta está na forma de gestão do empreendimento, mas espera uma posição dos governantes. Ele também sugere a criação da figura dos agentes ambientais nos municípios com menos de 20 mil habitantes, onde não existe a figura do catador.

O empresário Rubens Maluf Dabul, do Instituto Sociambiental Brasil, de Curitiba, acha a iniciativa das audiências excelente. Ele, no entanto, acredita que os principais atores do setor (empresariado) não sabem o que estão sendo debatidos no evento. “A preocupação maior é relativa às novas tecnologias que estão entrando no mercado”, disse. Ele, no entanto, diz que a solução para os problemas dos resíduos está neste tipo de iniciativa.

Calendário - A consulta pública na região Sul terminou nesta quarta-feira (5/10). As próximas serão realizadas em São Paulo (Sudeste), nos dias 10 e 11/10; em Recife (Nordeste), 13 e 14/10; e em Belém (Norte), 18 e 19/10.

Por: Suelene Gusmão

Fontehttp://www.mma.gov.br

Evento discutirá logística reversa e a Política Nacional de Resíduos Sólidos

TozziniFreire Advogados sedia palestra sobre Acordos Setoriais, Logística Reversa e a Implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos.

TozziniFreire Advogados recebe no próximo dia 03  de outubro de 2011, em café da manhã a partir das 8h, o diretor de Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Sérgio Antônio Gonçalves, que ministrará palestra sobre o trabalho do Comitê Orientador para a implementação de sistemas de logística reversa, instituído pela Política Nacional de Resíduos Sólidos. O evento é promovido pela Britcham (Câmara Britânica de Comércio e Indústria no Brasil), por meio de seu Comitê de Meio Ambiente, que é presidido pela advogada Adriana Baptista, sócia responsável pela área de Direito Ambiental de TozziniFreire.
Presidido pelo Ministério do Meio Ambiente, o Comitê Orientador tem entre suas atribuições estabelecer a orientação estratégica para implementação de sistemas de logística reversa; a definição das prioridades e aprovação do cronograma para os editais para apresentação de propostas de acordos setoriais; bem como a definição de diretrizes mercadológicas para avaliação dos impactos sociais e econômicos dos sistemas de logística reversa. Para assessorar o Comitê foram criados cinco Grupos Técnico Temáticos (GTTs) que contam com a participação de entidades representativas de setores da sociedade civil. Um dos objetivos dos GTTS é estudar propostas de modelagem para a logística reversa das cadeias produtivas prioritárias.
Palestrante – Sérgio Antônio Gonçalves é graduado em Química e especializado em Saúde Pública. Ele Gonçalves também exerce o cargo de coordenador do chefe de Gabinete e de secretário substituto da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente.

O evento tem o patrocínio anual do HSBC Bank Brasil, além do apoio de TozziniFreire Advogados e do Jornal Corporativo.

Palestra: Acordos Setoriais, Logística Reversa e a Implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos
Data: 3 de outubro de 2011, a partir das 8h
Programação:
8h – Credenciamento
8h30 – Café e abertura
9h – Início da apresentação
10h – Perguntas / Encerramento
Local: TozziniFreire Advogados – Rua Borges Lagoa, 1328, Vila Clementino – São Paulo – SP
Investimento: R$ 70 para associados da Britcham e R$ 110 para não associados
Informações e inscrições: (11) 3819-0265, pelo e-mail eventossp@britcham.com.br ou no link: http://www.britcham.com.br/default.asp?pag=eventos&id=653

Fontehttp://www.portalmercadobrasil.com.br

Logística reversa depende da educação e cidadania

Um desafio contemporâneo e premente de nosso país é a implementação prática eficaz da Lei nº 12.305, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Esta, como se sabe, estabeleceu os princípios de responsabilidade compartilhada sobre a destinação dos produtos no fim de sua vida útil.
Sancionada em agosto e regulamentada em dezembro de 2010, a legislação tem na chamada logística reversa um ponto decisivo para seu sucesso. Este item é o que define a responsabilidade compartilhada das distintas cadeias de suprimentos quanto à restituição, reaproveitamento, reciclagem ou destinação finalecologicamente correta dos resíduos e embalagens. Contudo, por mais eficazes que sejam as estruturas de coleta seletiva, estratégias e programas de devolução em pontos de venda e centros de recepção das indústrias e importadores, nada será factível sem que se faça um grande acordo de cidadania com a população brasileira.
Esse amplo entendimento é fundamental para vencermos um dos mais decisivos desafios de nossa história quanto à salubridade ambiental e à qualidade da vida, que é o equacionamento da destinação dos resíduos sólidos gerados pela sociedade do consumo. No enfrentamento desse grande problema urbano contemporâneo, é necessária imensa sinergia entre indústrias/importadores, distribuidores,comércio e consumidores brasileiros. Todo cidadão deve ser protagonista de um processo decisivo para o alinhamento de nosso país às mais avançadas nações na questão ambiental e urbanística.
Como sabemos, o Ministério do Meio Ambiente e o de Cidades, conforme as diretrizes estabelecidas na Política Nacional de Resíduos Sólidos, criaram os Grupos Técnicos Temáticos encarregados de desenvolver modelos, normas e procedimentos para a operacionalização da logística reversa. O desafio é cumprir de modo eficaz a legislação no tocante à realização de acordossetoriais, em cada cadeia de suprimentos, estabelecendo a corresponsabilidade da indústria/importador, distribuidor, varejista e poder público, no sentido de que as embalagens e produtos como lâmpadas, pneus, pilhas e baterias e eletroeletrônicos tenham destinação correta, seja na reutilização, reciclagem ou disposição final adequada aos bons preceitos ambientais.
Nada disso, contudo, será factível se cada um dos brasileiros não participar do processo, agindo de modo correto,seja no adequado comportamento quanto à coleta seletiva, ou na devolução dos rejeitos nos postos de coleta das respectivas cadeias produtivas. Portanto,educação para uma nova postura de urbanidade e espírito de cidadania são essenciais para o sucesso de uma lei importante para o País.
A Associação Brasileira de Resíduos Sólidos e Limpeza Pública (ABLP), que já entregou ao Governo Federal consistente proposta para a erradicação dos lixões até 2014, conforme estabelece a lei, também participa dos Grupos de Trabalho Temáticos de Embalagens, Lâmpadas e Medicamentos, ou seja, segmentos de elevado nível de consumo. A expectativa da entidade é a de que haja maciço engajamento doscidadãos à causa relativa aos resíduos sólidos, que não será resolvida apenas por meio do marco legal, mas sim por um comportamento cívico dos 190milhões de brasileiros. Mais do que nunca, devemos perguntar: que país queremos ter?
Por: Tadayuki Yoshimura, engenheiro, é presidente da ABLP (AssociaçãoBrasileira de Resíduos Sólidos e Limpeza Pública).

FONTE:  www.maxpressnet.com.br

ABIOVE participa de iniciativas para implementação da logística reversa de embalagens

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais – ABIOVE é uma das entidades que participam do Compromisso Empresarial para a Reciclagem – CEMPRE, que elaborou um modelo de governança do setor produtivo e do varejo para a implementação da logística reversa de embalagens não perigosas. A logística reversa é um conjunto de ações destinadas a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos (embalagem PET) ao setor empresarial para reaproveitamento ou outra destinação ambientalmente adequada.

No início de setembro, a ABIOVE e demais entidades apoiadoras da Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS apresentaram à ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, uma proposta de modelo de governança nessa área.

A proposta desenvolvida pelo CEMPRE é um ponto de partida para o futuro acordo setorial de embalagens. Os princípios básicos da proposta são: o aprimoramento do modelo de reciclagem já consolidado no país; a preservação de todas as iniciativas existentes de logística reversa desenvolvidas e executadas pelas associações e empresas apoiadoras do modelo de governança; o aumento dos índices de coleta seletiva pelo poder público municipal; o aumento e a consolidação dos Pontos de Entrega Voluntária; o aumento da quantidade e da capacitação técnica das cooperativas de catadores; a definição e implementação de incentivos fiscais para desoneração da cadeia produtiva da reciclagem; a disseminação de iniciativas de educação ambiental ao consumidor.

“A ministra considera que a proposta do CEMPRE é modelo para as demais propostas. Esse modelo de governança deverá ser estabelecido nos municípios que sediarão a Copa do Mundo”, diz Bernardo Pires, coordenador ambiental da ABIOVE.

A PNRS foi instituída pela lei federal nº 12.305/2010 e regulamentada pelo decreto federal 7.404/2010. Ambos reconhecem a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos como um dos princípios básicos do gerenciamento de resíduos sólidos no país. Por responsabilidade compartilhada entende-se o conjunto de atribuições individualizadas e encadeadas dos fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes, dos consumidores e titulares dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos, para minimizar o volume destes e reduzir os impactos causados à saúde humana e à qualidade ambiental decorrentes do ciclo de vida dos produtos.

Paralelamente à PNRS estão sendo criados e implementados diversos programas estaduais, como no Rio de Janeiro, em Pernambuco e em São Paulo. Com essas iniciativas, tem aumentado a pressão sobre as empresas para que adotem planos de logística reversa.

A proposta de modelo de gestão desenvolvido pelo CEMPRE tem o apoio da ABIOVE e das seguintes associações: Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação – ABIA; Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos – ABIHPEC; Associação Brasileira das Indústrias de Massas Alimentícias – ABIMA; Associação Brasileira da Indústria do PET – ABIPET; Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Limpeza e Afins – ABIPLA; Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas Não Alcoólicas – ABIR; Associação Brasileira de Bebidas – ABRABE; Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade – ABRALATAS; Associação Brasileira dos Produtores e Envasadores de Néctares e Sucos – ABRASUCO; Associação Brasileira de Celulose e Papel – BRACELPA; Sindicato Nacional da Indústria de Cerveja – SINDICERV.

Fontehttp://www.portaldoagronegocio.com.br

Sessão de Esclarecimento sobre a Resolução SMA 38/2011

De modo a criar uma oportunidade das empresas e seus representantes esclarecerem diretamente suas dúvidas sobre o atendimento à Resolução SMA n°38/2011, que estabelece a relação de produtos geradores de resíduos de significativo impacto ambiental, para fins do disposto no artigo 19, do Decreto Estadual nº 54.645, de 05/08/2011, que regulamenta a Lei Estadual nº 12.300, de 16.03.2006, e dá providências correlatas, a Secretaria de Meio Ambiente realizará uma Sessão de Esclarecimentos, no dia 20/09/2011, das 14 ás 17h, no Auditório Augusto Ruschi – Av. Prof. Frederico Hermann Jr., 345, Alto de Pinheiros, São Paulo.

Não há necessidade de inscrições, e a participação é limitada à capacidade do auditório, de 220 lugares.

Fontehttp://www.ambiente.sp.gov.br/wp/residuossolidos/2011/09/09/sessao-de-esclarecimento-sobre-a-resolucao-sma-382011/

Relatório de Sustentabilidade do inpEV segue melhores práticas do mercado

Documento atende requisitos do nível de aplicação C da Global Reporting Initiative™ (GRI).

O inpEV – instituto que representa a indústria fabricante de agrotóxicos para a destinação das embalagens vazias de seus produtos –, lançou o Relatório de Sustentabilidade 2010 com verificação da GRI – Global Reporting Iniciative, organização internacional que atestou oficialmente o alcance do nível C de aplicação das diretrizes (preenchimento de 15 indicadores de desempenho).

As informações contidas no relatório tornam público o desempenho econômico, social e ambiental do instituto e do Sistema Campo Limpo (logística reversa das embalagens vazias de agrotóxicos) durante o período compreendido entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2010, além de suas principais perspectivas e metas.

Entre outros dados, o relatório apresenta que no ano de 2010 foram retiradas 31.265 toneladas de embalagens vazias de agrotóxicos, um crescimento de 9% em relação ao ano anterior. Anualmente, este sistema– pioneiro na criação, articulação e prática da logística reversa de resíduos sólidos com responsabilidades compartilhadas–, tem retirado do meio ambiente cerca de 94% das embalagens plásticas vazias de agrotóxicos que são comercializadas.

“A obtenção da checagem formal pela GRI é um passo significativo do inpEV em busca da adoção cada vez maior da gestão integrada dos aspectos econômicos, sociais e ambientais”, afirma João Cesar M. Rando, diretor-presidente do inpEV.

Perfil-O inpEV – Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias, é uma entidade sem fins lucrativos que representa a indústria fabricante de defensivos agrícolas em sua responsabilidade de destinar as embalagens vazias de seus produtos de acordo com a Lei Federal nº 9.974/2000 e o Decreto Federal nº 4.074/2002. A lei atribui a cada elo da cadeia produtiva agrícola (agricultores, fabricantes, canais de distribuição e poder público) responsabilidades que possibilitam o funcionamento do Sistema Campo Limpo (logística reversa de embalagens vazias de agrotóxicos).

O instituto foi fundado em 14 de dezembro de 2001 e entrou em funcionamento em março de 2002. Atualmente, possui 87 empresas e nove entidades em seu quadro associativo. [www.inpev.org.br].

Fontehttp://www.revistafator.com.br

Empresas acreditam que reciclagem estimulará logística reversa

RIO – A exigência de planos de reciclagem pelo governo abrirá um nicho de negócios, ainda embrionário no país, e diversificará as receitas das companhias logísticas. A afirmação é da diretora comercial da JSL, Irecê Andrade, que vê na “logística reversa” – a responsabilidade compartilhada entre fabricante, importador, comerciante e consumidor final pelo tratamento dos produtos descartados – uma forma de operação estratégica para o futuro do setor.
“Não vejo nenhuma possibilidade de [a logística reversa] não ser uma obrigatoriedade”, disse Irecê.

O diretor executivo da Wilson, Sons Logística, Thomas Rittscher, ressalta que a empresa já atua com logística reversa e tem entre seus clientes o laboratório Merck.

“Vemos a pressão do governo em cima da indústria pela logística reversa. Não há dúvidas de que essa pressão vai aumentar”, avaliou Rittscher. “Fazemos a distribuição de medicamentos, que têm prazo de validade, no Brasil inteiro. Temos uma gestão de devolução de medicamento, então tem uma parte de logística reversa embutida dentro desse processo”, disse o diretor, admitindo que a logística reversa, atualmente, não faz parte dos planos de especialização da empresa.

Segundo a diretora da JSL, a empresa presta alguns serviços desse tipo, mas não em grande escala. Mesmo assim, o volume desse tipo de demanda ainda não fez com que a empresa a criasse um setor voltado para a logística reserva.
Se a JSL quisesse hoje ampliar suas operações com planos voltados para a reciclagem, a empresa levaria, no máximo, cinco anos para poder instalar completamente o novo sistema, afirmou a diretora. “A ideia é ter [no futuro] uma estrutura que possa atender à demanda do mercado.”
A respeito dos custos das operações sustentáveis, na opinião de Irecê, o setor produtivo possivelmente repassará aos consumidores o encarecimento. Ou seja, o produto final chegará com reajustes. Ela avalia que as mudanças resultarão em uma nova ordenação nas vendas de bens de consumo.

“O consumidor deverá levar o produto já sabendo o tempo de vida útil do que está sendo adquirido e em quanto tempo o artigo comprado retornará à empresa vendedora ou fabricante”, projetou Irecê.

Uma das dificuldades que o setor vem enfrentando é a desinformação em relação às diferenças de regulamentação entre as esferas governamentais.
Enquanto setores dialogam com o governo federal colocar em prática a política nacional de coleta e reciclagem de resíduos sólidos, o Ministério Público de alguns Estados e secretarias de meio ambiente estaduais e municipais têm intimado diversas empresas a apresentar seus planos de logística reversa.

“Em tudo o que é novo, há dúvidas sobre se na prática funcionará e como. O setor logístico vai passar por isso por algum tempo até entender melhor e fazer da maneira certa”, disse a diretora. “Você já vê no exterior o crescimento da logística reversa. No Brasil, se fala nisso há pouco tempo”, complementou.
(Guilherme Serodio e Diogo Martins | Valor)

FONTEhttp://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/valor/2011/09/13/empresas-acreditam-que-reciclagem-estimulara-logistica-reversa.jhtm

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